A temporada 2010/11 não será de safra cheia, graças ao La Niña, fenômeno climático que reduz o volume de chuvas no Centro-Sul do país, com efeitos que se estendem também ao Paraguai e Argentina. O cenário é adverso ao da safra anterior, quando o El Niño trouxe chuva na medida certa, garantiu o plantio na época recomendada e resultou em produtividade e produção recordes no estado e no país.

Como o regime de chuvas tem uma série de implicações em todas as fases do cultivo de verão, do plantio à colheita, para vencer um ciclo de adversidades o produtor vai precisar de tecnologia, informação e uma boa dose de bom senso. O uso de variedades precoces, por exemplo, opção de sucesso na última safra, terá de ser avaliado com mais cuidado. O plantio do milho, que está com a janela se fechando, precisa ser revisto.

O fato é que o fenômeno está ativo e caracterizado. Se havia alguma chance de as previsões estarem erradas, ela está descartada. Há regiões no estado onde não chove faz oito semanas. Tem produtor que insistiu no plantio, rezou para chover, mas não adiantou. Ele terá de replantar a área, com milho novamente, ou talvez com soja, se entender que já não há mais tempo para uma nova aposta no cereal.

Pode não ser um ano excelente, mas também não precisa ser ruim. Mais do que nunca, as decisões precisam ser tomadas com base em fatos, e não apostas. Se não dá mais para plantar milho, não insista. Se as variedades de soja precoce têm um risco maior, opte por outras variedades. E se for preciso, é melhor plantar menos, mas plantar com o mínimo de segurança.

O importante não é bater recordes, mas produzir com sustentabilidade, responsabilidade e, principalmente, rentabilidade.

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