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O Show Rural Coopavel abre o calendário anual das feiras do agronegócio brasileiro nesta segunda-feira (3), em Cascavel, com indicativo de crescimento na produção nacional de grãos e de fortalecimento do setor como um todo. Focado em tecnologia para a agricultura, no entanto, mantém seu perfil de escola a céu aberto, como o Dia de Campo que reuniu cerca de 110 produtores e deu origem ao evento em 1989, apontam os organizadores.

Sem estabelecer números visionários, a organização prevê desempenho próximo ou melhor que o de 2013, quando foram registradas 202 mil visitações e movimentação de R$ 1,1 bilhão. Até sexta, em cinco dias de feira, os participantes poderão conferir 440 estandes numa área de 720 mil metros quadrados – o equivalente oito campos de futebol (veja o mapa da feira na página 30).

Nada mal para um evento que nasceu despretensioso. “O Dia de Campo que deu origem ao Show Rural na verdade durou só meio dia. No segundo ano é que houve programação de um dia inteiro, com sanduíche e Coca-Cola”, lembra Rogério Rizzardi, coordenador geral da exposição. Hoje, quando toda a estrutura está montada, ele se vê diante de uma “universidade a céu aberto”. “O foco é a tecnologia de produção, o conhecimento ligado à agricultura, e há espaço também para equipamentos da avicultura, suinocultura, pecuária de corte e leite, piscicultura, fruticultura. Esse mundo é muito dinâmico, transforma a feira.”

Ao atingir um tamanho avaliado como satisfatório, o Show Rural tenta avançar em qualidade, o que exigiu investimento em banheiros e paisagismo e contratação de atendentes. Mais de mil pessoas trabalham no vento, com custo estimado em R$ 5 milhões.

A relação do evento com o incremento da produtividade de soja e milho “não é uma coincidência, é lógica”, defende o gerente do Show Rural, Jorge Knebel. A soja avançou de 1,8 mil para 3,4 mil quilos por hectare e a meta do evento é mostrar tecnologias que levem essa média a 4,6 mil kg/ha. No milho, o avanço foi de 3,8 mil kg para 9 mil kg/ha, com previsão de 12 mil kg/ha nos próximos anos. A expansão esperada é de 35% nas duas culturas.

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