
Por enquanto, o noticiário agrícola em 2017 está marcado por recordes. Maior produtor de grãos do mundo, os Estados Unidos atingiram uma marca histórica: mais de 500 milhões de toneladas. Segundo colocado, o Brasil, que está na etapa final da colheita de verão, também vai fazer bonito e deve colher 217 milhões de toneladas, uma cifra sem precedentes.
A exceção é a Argentina. O país, que ocupa a terceira colocação no ranking mundial de produção de grãos, repete o drama da safra anterior e vive um momento delicado no campo. Por causas das chuvas, 1 milhão de hectares de soja estão literalmente debaixo d’água. Segundo estimativas da Bolsa de Comércio de Rosário, as perdas podem chegar a 5 milhões de toneladas. Ao todo, 19,2 milhões de hectares no país vizinho foram dedicados ao plantio da oleaginosa.

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A Expedição Safra percorre mais de 65 mil quilômetros a cada edição por 15 estados do Brasil, além de Estados Unidos, Argentina, Paraguai e Uruguai.

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O trecho percorrido pela América do Sul encerra a fase de roteiros para conferir a fase de colheita da safra de grãos.

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A Argentina, ao lado do Brasil, é um dos principais players no mercado mundial de soja e milho.

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A Argentina produz, a cada ano, mais de 50 milhões de toneladas de soja, a esmagadora maioria destinada à exportação.

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Na Argentina, a estimativa é que cerca de 1 milhão de hectares de soja estejam debaixo d´água.

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Em alguns locais, como em Córdoba, as áreas tem menos pontos de alagamento, mas a umidade impede o avanço das máquinas.

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Segundo cálculos da Bolsa de Comércio de Rosário, as perdas podem chegar a 5 milhões de toneladas.

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A Argentina dedicou 19,2 milhões de hectares de terras ao plantio da soja, um dos principais produtos da agricultura do país.

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Quando o tempo dá uma trégua na chuva, produtores adentram a noite com as máquinas para retirar o máximo possível de produto das lavouras.

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Mas os trabalhos não podem seguir além das 21 horas, pois a umidade do orvalho começa a aumentar a umidade nos grãos.

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O trabalho no campo à noite proporciona paisagens impressionantes nos campos da Argentina.

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O resultado da colheita se reflete na Bolsa de Comércio de Rosário, uma das mais importantes da América do Sul.

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Bolsa de Rosário: Sofia Corina, do departamento econômico, e Marina Barletta, do setor de estimativas agrícolas, durante entrevista à Expedição Safra, na passagem pela Argentina.
Além das perdas, o atraso na colheita também preocupa. Segundo Marina Barletta, do setor de estimativas agrícolas da Bolsa de Rosário, apenas 21% da soja foi colhida, enquanto a média histórica para esse período é de 42%. “Nós tivemos uma situação ainda mais dramática no ano passado, quando só 15% tinham sido colhidos nesta época”.
Em algumas regiões menos críticas, nas quais os volumes de chuvas não estragaram totalmente as lavouras, a umidade impede o avanço das colheitadeiras. É o caso do Sul de Córdoba, Norte de Buenos Aires e diferentes trechos das províncias de Santa Fé e La Pampa. “Estou com a soja dessecada há 20 dias e não consigo colher”, conta o produtor Gustavo Sutter Schneider, que cultiva 1 mil hectares na província de Santa Fé. “Já perdi 8% da minha soja. E nos talhões em que não perdi, a minha produtividade não passa de 46 sacas por hectare”, reclama.
Apesar das chuvas, a Bolsa de Rosário mantém as expectativas para a soja: 56 milhões de toneladas. O volume, se alcançado, vai superar ligeiramente o ano passado, quando foram colhidos 55,3 mi de t. De acordo com Sofía Corina, do departamento econômico da Bolsa de Rosário, algumas regiões estão com médias de produtividade acima do espero. “Onde não choveu, como no Chaco e em Santiago del Estero, tem produtor com médias acima de 65 sacas por hectare”, diz. Por enquanto, o país está com uma média de 3.620 quilos por ha (60 sacas).



