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Chuva que desafia o plantio mantém expectativa de boa safra no Paraguai

Na quinta-feira (22), durante a Agro Expo Coopasam, em Minga Porã, no Paraguai, equipe da Expedição Safra da Gazeta do Povo reúne a cadeia produtiva para discutir clima e mercado em ano de El Niño

Albari Rosa/Gazeta do Povo  | Albari Rosa/Gazeta do Povo
  • Da redação

A Expedição Safra percorre a partir da próxima semana as principais regiões produtoras de grãos do Paraguai. Devido ao excesso de chuvas nos meses de setembro e outubro, o país vizinho sofre para encerrar o plantio da primeira safra. A precipitação em excesso também aumenta o custo de produção ao exigir um número maior de aplicações no combate à ferrugem asiática.

Apesar do atraso, estima-se que o plantio esteja quase concluído. No ano passado, o trabalho havia terminado ainda em outubro. Mesmo assim, a expectativa é de produtividade média similar à safra anterior, com potencial para produzir mais de 9 milhões de toneladas de soja e cerca de 4 milhões de toneladas de milho. As informações são da Agrotec, empresa de fomento à produção e tecnologia agrícola no Paraguai. De acordo com Sidinei Neuhaus, gerente de Marketing da empresa, a expectativa é considerada boa para uma safra com a influência do El Niño.

Para debater as perspectivas do atual ciclo produtivo no Paraguai, tendências de mercado, preço das commodities soja e milho, além das variáveis climáticas em ano de el Ninõ, na quinta-feira (22) a equipe da Expedição Safra, em parceria com a Agrotec, promove um encontro técnico com produtores e empresas da região. O evento, que marca o lançamento de mais uma edição do projeto no país, ocorre durante a Agro Expo Coopasam, em Minga Porã. Entre os palestrantes convidados está Luis Renato Lazinski, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Ainda segundo Neuhaus, a comercialização da soja mantém a tendência das últimas temporadas com foco em exportação. O que deve mudar no próximo ano é o consumo interno de milho com a inauguração de uma nova usina de álcool no norte do Paraguai. Com isso, mais de 1 milhão de toneladas do grão devem ficar no país.

Somados ao desempenho brasileiro e argentino, os resultados alcançados pelo Paraguai na última década traduzem o potencial da América do Sul como celeiro do mundo na produção de alimentos. Segundo levantamento da Expedição Safra, o país vizinho saltou de 6,31 milhões de toneladas de soja produzidas na temporada 2007/08, para 9,02 milhões de toneladas no último ciclo. No milho, os números também subiram, passando de 2,62 milhões de toneladas para 4,13 milhões de toneladas na safra 2017/18.

Giovani Ferreira, gerente do Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo e coordenador da Expedição Safra, destaca que o evento de lançamento da Expedição Safra no Paraguai reunirá representantes da cadeia produtiva local, da sociedade organizada e de entidades governamentais. É gratuito e aberto ao público.

“A próxima década será de grande importância para o Paraguai, com um novo salto em produção e produtividade, resultado de investimentos em logística e tecnologia”, sentencia. Esses, inclusive, são temas que estarão em discussão no lançamento da Expedição Safra na Coopasam e também no roteiro técnico que será cumprido no Paraguai na próxima semana.

A apreensão agora, do mercado e do produtor, passa pelas definições sobre a safrinha. A opção passa por milho ou soja. Tem a ver com liquidez, variável que privilegia a soja. Mas também com manejo, decisão que favorece o milho na rotação de culturas.

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