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Expedição Safra: dólar e eleição pressionam por produção recorde

Lançamento da 13ª Expedição Safra aconteceu nesta quarta-feira (10), no auditório do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em Brasília

Divulgação  | Divulgação

Brasília (DF) |

  • Marcos Tosi, enviado especial

A safra brasileira de grãos “precisa” ser recorde para dar conta do aumento dos custos de produção, provocado pela tabela do frete e pela alta do dólar no período anterior ao plantio, justamente quando os produtores mais gastaram com insumos e fertilizantes.

A necessidade do setor, e da economia do País, de ter mais uma safra recorde foi um dos temas abordados nesta quarta-feira, 10/10, no lançamento da 13ª Expedição Safra do Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo, no auditório do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em Brasília. Mais de 20 estados brasileiros estiveram representados na solenidade de lançamento, por meio de dirigentes de instituições e empresas, públicas e privadas, ligadas à cadeia produtiva do agronegócio.

“Pelas nossas projeções, a próxima safra vai ser recorde, sim. Mas a questão é que ela precisa ser recorde, porque os preços também são recordes, os custos são recordes. Por conta de nosso momento político-econômico, a safra foi contratada a um dólar altíssimo. Os produtores compraram insumos com o dólar perto de quatro reais, então, precisaremos de uma safra excepcional para diluir este custo”, apontou o coordenador da Expedição Safra, Giovani Ferreira.

Neste ano, o projeto ganhou o apoio estratégico do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o que deverá agregar capilaridade à expedição e inteligência setorial, por meio do apoio de centenas de profissionais da engenharia nos estados visitados.

Confira imagens do lançamento da 13ª Expedição Safra Ampliar

“A Expedição faz toda uma colheita de informações essenciais para entender o futuro do agronegócio, a perspectiva de safra, as tendências tecnológicas e de plantio. O envolvimento dos nossos profissionais é fundamental para o sucesso dos dois lados, para que o agronegócio possa antever perspectivas e também para que os profissionais possam entender o que vai acontecer no futuro e atender melhor seu ato de ofício, a sua profissão”, sublinhou o presidente do Confea, engenheiro Joel Kruger.

A Expedição Safra sai a campo já a partir do dia 22 de outubro, estendendo-se até abril do ano que vem. No período, além de visitas a produtores, técnicos, cooperativas e agroindústrias, haverá seminários regionais nos Creas para debater os desafios da cadeia produtiva, dentro e fora da porteira.

Segundo analistas de mercado, a safra brasileira de grãos 2018/19 é uma das “mais perigosas” para os agricultores nos últimos anos por causa do aumento dos custos de produção acima da inflação, oscilações no câmbio e instabilidade nas cotações internacionais.

O cenário lembra o que aconteceu no ciclo 2002/03, quando o nervosismo do mercado com as incertezas eleitorais fez disparar o dólar justamente na época de compra dos insumos agrícolas, mas, quando chegou a colheita, o quadro já havia se invertido, com recuo da moeda americana e remuneração mais baixa para os produtores. “Naquela época houve grande prejuízos para o produtor. Não quer dizer que isso vá se repetir, mas a questão da eleição é novamente parecida. Muitos produtores compraram insumos com dólar perto de 3,90; se houver um recuo exagerado, digamos que para 3,50, o impacto pode ser grande”, diz o analista de mercados agrícolas do Centro de Pesquisas Econômicas Aplicadas (CEPEA/Esalq), Mauro Osaki.

Na frente climática, a previsão do fenômeno El Nino, no início do próximo ano, deve trazer problemas na região Norte e Nordeste do País, com maior incidência de veranicos, enquanto, no Centro-Sul, incluindo Argentina, Paraguai e Uruguai, a previsão é de bastante chuva. “Essa é a tendência: chuvas mais abundantes e bem distribuídas ao Sul, enquanto pode haver problemas na região ao norte do Mato Grosso, no Tocantins e no Matopiba”, sublinha o meteorologista Luiz Renato Lazinski.

APOIO
A Expedição Safra 2018/19 é apresentada pelo Sistema Confea/Crea e Mutua. Com patrocínios da Caixa Econômica Federal, Sementes e Fertilizantes Castrolanda, Agrotec, Alta, Solaris e Sociedade Rural do Paraná. O apoio logístico é do Groupe Renault.

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