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Jorge Rambo começou como cooperado, mas decidiu sair e criar o próprio negócio, que está em funcionamento há 16 anos | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Jorge Rambo começou como cooperado, mas decidiu sair e criar o próprio negócio, que está em funcionamento há 16 anos| Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

No pequeno município de Entre Rios do Oeste, a 73 quilômetros de Toledo, o suinocultor independente Jorge Rambo apostou na cooperação e autossuficiência para crescer e enfrentar as dificuldades do mercado. Em 16 anos, desde quando começou a trabalhar na atividade, o número de matrizes dele subiu de 300 para 7,3 mil, que produzem 4 mil suínos por semana. “Não gosto muito das cooperativas. Eu comecei como cooperado da Sadia, mas fui considerado um pouco rebelde. Decidi sair e fazer o meu negócio. Foi o que me fez crescer”, conta.

Dono de cinco granjas, Rambo tem aproximadamente 90 ‘cooperados’, suinocultores da região que atuam em parceira e fazem o processo de engorda. “Eu entrego o porco, a ração e eles fazem a engorda. É um sistema em que tomo mundo da região sai ganhando”, explica.

Rambo conta que também trabalha quase que exclusivamente com um frigorífico: a Friella, também localizado no Oeste do Estado. Do total da produção semanal, 3 mil animais vão para empresa parceira e o restante é colocado no mercado livre. “Eu prefiro ter uma parceria boa e ganhar menos do que me aventurar no mercado. É mais garantido e traz mais estabilidade para o meu negócio”, afirma.

Casado com uma arquiteta, Rambo conta que outro grande segredo para o sucesso foi a autossuficiência. Com ajuda dela, toda estrutura das granjas foi projetada e executada dentro da propriedade. “Eu tenho metalúrgica, posto de combustível, fábrica de ração, de pré-moldados, central de inseminação. Eu não dependo de ninguém. É tudo feito aqui dentro. E foi isso que me fez manter no mercado”, diz. Na propriedade, além da granja e das fábricas, existe 14 casas onde moram parte dos 143 funcionários da empresa.

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