A Argentina parou novamente nesta terça (9) por causa de uma segunda greve geral neste ano, a cerca de quatro meses das eleições para presidente no país. Os bloqueios também respingam no agronegócio do país, travando o fluxo de cargas para a exportação

A medida de força, a segunda desde março, afetava principalmente o transporte público de passageiros e de cargas, o transporte aéreo, hospitais, postos de combustíveis, escolas, coleta de lixo e portos.

A greve, segundo os organizadores, é para exigir do governo um alívio na carga fiscal diante da queda no poder de compra como resultado de uma inflação galopante.

Na primeira paralisação de 2015, em 31 de março, os sindicalistas queixavam-se contra o imposto que incide sobre os salários de quem ganha mais de 15.000 pesos (cerca de R$ 3.700).

Agora, a reclamação estende-se a outros assuntos além da pauta trabalhista, como a inflação, a informalidade, a corrupção, a violência e até contra os dados de pobreza apresentados pela presidente Cristina Kirchner.

"A participação é total, hoje nada funciona. A greve é sintoma de que algo está mal", revela o secretário de Transporte do Sindicato de Motoristas de Caminhões, Omar Pérez.

Na região portuária de Rosário, um dos maiores núcleos agroexportadores do mundo, a atividade era reduzida. De acordo com a Bolsa de Comércio de Rosário, a quantidade de caminhões com grãos que entraram nos terminais da região caiu 72,2% em relação a segunda-feira, para apenas 990 veículos. A previsão até o dia 27 de junho é que 1,76 milhão de toneladas de soja e 1,51 milhão de t. de milho sairiam por essa região rumo à exportação.

O governo rejeitou as exigências dos sindicatos e atribuiu o protesto a um objetivo meramente político dos sindicatos opositores em ano eleitoral.

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