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China com apetite e Rússia de volta às compras impulsionam carne bovina brasileira

No primeiro bimestre do ano, somente a China aumentou em 24% suas importações

Albari Rosa/Gazeta do Povo Terminal de contêineres refrigerados da Brado Logística em Cambé, no Norte do Paraná | Albari Rosa/Gazeta do Povo

Terminal de contêineres refrigerados da Brado Logística em Cambé, no Norte do Paraná

  • Gazeta do Povo, com agências

As exportações brasileiras de carne bovina - que consideram o produto in natura, industrializado, além de cortes salgados e miúdos - fecharam em alta no primeiro bimestre do ano. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Bovinas (Abiec), os embarques somaram 262.418 toneladas, crescimento 6,76% em relação as 245.801 toneladas no mesmo período do ano passado. Em receita, as vendas do período somaram US$ 979,38 milhões, leve redução de 2,80% ante a receita de US$ 1.007,62 bilhão no primeiro bimestre de 2018.

Os resultados foram puxados pelo desempenho das exportações no mês de fevereiro, que registraram 139.141 toneladas em volume e US$ 520,32 em receita, crescimento de 14,33% e 6,77%, respectivamente, no comparativo com o ano anterior, quando as exportações fecharam em 121.700 toneladas e US$ 487,32 milhões em receita. Trata-se do melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2014.

Dentre os principais países compradores, o destaque é a China que no mês de fevereiro aumentou em 24% suas importações ante fevereiro de 2018. Além disso, os embarques para a Rússia, que nesse período do ano passado somaram 295 toneladas, saltaram para 5.236 toneladas em fevereiro desse ano. Vale observar que na maior parte do ano passado a Rússia suspendeu a compra de carnes bovina e suína do Brasil por encontrar vestígios da susbstância promotora de crescimento ractopamina, considerada segura por muitos países, mas não aceita por Moscou.

“Os resultados desse primeiro bimestre são positivos e vão ao encontro das projeções de crescimento das exportações para o ano de 2019”, ressalta o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli.

Hong Kong, que lidera o ranking de importação de carne bovina, na prática é a porta de entrada para países ou regiões sem acordo comercial ou sistema próprio de defesa sanitária. Pela localização, funciona como um posto de passagem para outros mercados.

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo. Em 2018, embarcou 1,64 milhão de toneladas (11% a mais do que em 2017) alcançando receitas de US$ 6,57 bilhões. Em 2019, o cenário de exportações será bastante afetado pela crise na Austrália, importante competidor internacional, que perdeu 500 mil cabeças de gado em inundações e poderá levar de 5 a 10 anos para reconstruir a cadeia de gado de corte.

Principais países compradores da carne bovina brasileira (1º bimestre de 2019)


1- Hong Kong - 57,19 mil toneladas
2- China - 49,39 mil toneladas
3- Egito - 27,14 mil toneladas
4- Chile - 14,51 mil toneladas
5- Irã - 13,61 mil toneladas
6- Emirados Árabes Unidos - 10,72 mil toneladas
7- Rússia - 8,34 mil toneladas
8 - Arábia Saudita - 6,94 mil toneladas
9- Itália - 6,13 mil toneladas
10 - Turquia - 5,75 mil toneladas

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