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Oficial: Pedro Parente passa a administrar os R$ 300 bilhões da Petrobras e da BRF

Em assembleia, acionistas da BRF confirmaram a indicação do ex-ministro de FHC, considerado um especialista em crises, para comandar o conselho de administração da empresa

Marcelo Andrade/Gazeta do Povo Chegada de Pedro Parente põe fim à gestão de Abilio Diniz à frente da BRF, que vinha desde 2013 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Chegada de Pedro Parente põe fim à gestão de Abilio Diniz à frente da BRF, que vinha desde 2013

  • Da redação, com agências

Os acionistas da BRF confirmaram Pedro Parente como o novo presidente do conselho de administração da companhia em assembleia realizada nesta quinta-feira (26). Augusto Cruz (ex-Pão de Açúcar) será o vice-presidente.

O presidente Petrobrás foi eleito pelos acionistas por aclamação, proposta por Luiz Fernando Furlan, às 21h20 de quinta. “Proponho a escolha de Parente por aclamação no sentido de pacificar a empresa”, afirmou o ex-ministro na assembleia.

Com a decisão, Pedro Parente estará à frente de duas empresas cujo valor de mercado, somado, chega a R$ 300 bilhões - praticamente três vezes o PIB do Paraguai. Após as consecutivas crises vinculadas à Operação Carne Fraca, no entanto, hoje o valor da BRF não chega a 10% da gigante do petróleo brasileiro.

A votação, que ocorreu na sede da BRF em Itajaí (SC), atrasou mais de oito horas depois de uma solicitação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A BRF é resultado da fusão de Sadia e Perdigão.

A CVM pediu à empresa que mantivesse a escolha dos conselheiros vaga a vaga - o chamado voto múltiplo. Na quarta-feira (25), a BRF havia anunciado que haveria apenas uma chapa única.

A mudança no sistema de votação havia ocorrido porque o fundo Aberdeen retirou sua solicitação de voto múltiplo, mas a CVM entendeu que a chapa única adotada de última hora prejudicaria os interesses dos acionistas cujos votos já haviam sido enviados e que representam cerca de 13% do capital.

Por conta da exigência da CVM, a BRF foi obrigada a reformular seu sistema de contagem de votos. Além disso, o advogado de um grupo de acionistas teve dificuldade de distribuir os votos que representava para os diferentes conselheiros após a adoção do voto múltiplo.

Foram eleitos, além de Parente e Cruz, os outros oito nomes indicados: Dan Ioschpe, Flávia Buarque de Almeida, Francisco Petros, José Luiz Osório, Luiz Fernando Furlan, Roberto Antonio Mendes, Roberto Rodrigues e Walter Malieni. O novo conselho se reúne nesta sexta-feira, 27, de manhã em São Paulo.

O primeiro desafio de Parente, que toma posse nessa sexta-feira (27) junto com o restante do conselho, será escolher o novo CEO da BRF.

O executivo José Aurélio Drummond, que ocupava a presidência executiva, pediu demissão. Segundo pessoas que acompanham o assunto, ele percebeu que não teria apoio para continuar após um encontro com Parente na semana passada. Drummond havia sido escolhido com apoio do empresário Abílio Diniz.

A confirmação de Parente marca o fim do período de Abílio à frente da BRF. Ele assumiu o conselho da empresa em abril de 2013 e prometeu levar as ações a R$ 100. Nesta quinta-feira (26), os papeis fecharam cotados a R$ 26,00.

As ações da companhia vem sendo penalizadas pelos investidores por conta do prejuízo de R$ 1 bilhão registrado no ano passado, das investigações da Operação Carne Fraca e do conflito entre os principais acionistas.

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