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Argentina e Uruguai já acordaram pelo livre comércio de vinho, mas o Brasil teme que a abertura desse mercado prejudique a indústria nacional. | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Argentina e Uruguai já acordaram pelo livre comércio de vinho, mas o Brasil teme que a abertura desse mercado prejudique a indústria nacional.| Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Presente em Joanesburgo na cúpula dos Brics (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, levantou outro entrave para a conclusão de negociações de acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia: a abertura do mercado de vinhos no Brasil.

Segundo o ministro, Argentina e Uruguai já acordaram pelo livre comércio da bebida, mas o Brasil teme que a abertura desse mercado prejudique a indústria nacional.

“Tanto Argentina como Uruguai querem mercado livre. Nós não podemos aceitar, porque a indústria ainda é muito incipiente. E como é feita de pequenos produtores, qualquer perda de mercado é perda de emprego”, afirmou Maggi.

Segundo ele, embora as negociações tenham avançado, ainda há cerca de 30 itens com negociações pendentes. O novo tratado econômico já vem sendo discutido há cerca de vinte anos.

Até agosto

Os países do Mercosul ampliaram suas ofertas nos setores automotivo, de serviços e de indicação de origem, em mais uma tentativa de chegar a um acordo de abertura comercial com a União Europeia. 

Mas após dois dias de reuniões ministeriais, as tratativas em Bruxelas, que terminaram na quinta (19), não chegaram a um desfecho. Nova reunião está prevista para setembro, em Montevidéu. 

Os governos do Brasil e da Argentina têm interesse em fechar o acordo ainda nas gestões de Michel Temer e Mauricio Macri (que fica no cargo até dezembro de 2019).

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