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Brasil e Rússia se desentendem sobre laudos de supostos problemas na carne

Russos contestam informação do governo brasileiro de que não foi notificado oficialmente sobre a suspensão de compras de carnes bovina e suína, a partir de 1º de dezembro

    • Da redação, com Estadão Conteúdo
    • 22/11/2017 14:01
    Ractopamina não deveria ser utilizada em lotes de carne suína destinados à exportação para Rússia e União Europeia | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
    Ractopamina não deveria ser utilizada em lotes de carne suína destinados à exportação para Rússia e União Europeia| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

    São brasileiros e russos, mas parece que estão falando grego uns com os outros. O anúncio da Rússia de que irá suspender as importações de carne suína e bovina do Brasil, a partir de 1º de dezembro, está dando o que falar entre as autoridades do Kremlin e de Brasília.

    Nesta quarta-feira, o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Rosselkhoznadzor, contestou a informação divulgada pelo governo brasileiro de que o País ainda não havia sido notificado oficialmente da suspensão das compras. Em nota publicada nesta quarta-feira, 22, o departamento russo afirma que na segunda-feira, 20, enviou uma carta oficial ao Ministério da Agricultura do Brasil sobre a decisão de restringir a importação.

    “Cópias de protocolos de pesquisa também foram anexadas ao documento, as quais mostram a detecção de ractopamina em produtos brasileiros”, relata o órgão. O serviço federal russo diz que julgou necessário divulgar a nota para explicar informações que “apareceram em vários meios de comunicação sobre a não notificação do Brasil da introdução de restrições”.

    Segundo o Kremlin, na terça-feira, 21, foram realizadas negociações com o Brasil, na qual um representante do ministério brasileiro informou que a carta havia sido recebida. Por isso, os russos estranharam que o governo estivesse cobrando, publicamente, o envio dos certificados de inspeção e laudos laboratoriais que apontaram a presença do estimulante de crescimento ractopamina na carne brasileira exportada para o país.

    A nota do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura dizia que o Brasil utiliza o sistema de segregação de suínos para a exportação de carne para Rússia, “o que impossibilitaria a detecção de ractopamina conforme informação prestada pelo Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária russo”.

    As autoridades brasileiras tinham pressa em acessar os documentos para começar uma investigação interna e fazer as correções necessárias para reabertura do mercado russo, o mais breve possível.

    Reações

    A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) espera reverter rapidamente o embargo russo às compras da carne bovina brasileira. Simplesmente porque este tipo de carne está livre da ractopamina, segundo o presidente da Abiec, Antonio Camardeli.

    “A última notificação que recebemos sobre a substância foi em 2013”, afirmou. De acordo com Camardelli, a substância - apontada pela Rússia como um dos motivos para o embargo - não é usada no Brasil na produção de carne bovina, diferentemente do que acontece na suinocultura. Por isso, acredita que o imbróglio seja rapidamente resolvido. “Mesmo não sendo utilizada na bovinocultura efetuamos análises regularmente para detectar a presença da substância”, afirmou.

    Camardelli acredita que, mesmo se o embargo for mantido, o efeito para as exportações de carne bovina deve ser pequeno, já que, segundo ele, tradicionalmente nesta época do ano os russos reduzem as importações devido ao congelamento dos portos locais.

    Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura brasileiras, divulgou nota para rebater a justificativa da Rússia para embargar as compras de carne suína do País. A ABPA afirma que a carne suína exportada não tem ractopamina. “O setor está seguro sobre as características de seu produto”, diz a associação.

    A ractopamina é utilizada como ingrediente em rações de animais confinados para otimizar a produção de carne mais magra, sendo liberada nos principais países produtores de carne suína - como Estados Unidos, Canadá e Brasil. A substância, no entanto, é proibida pela União Europeia e pela Rússia.

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