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Governo do Estado do Rio pede para Governo Federal ampliar obras de concessões renovadas
Governo do Estado do Rio pede para Governo Federal ampliar obras de concessões renovadas| Foto: Hugo Harada/Arquivo/Gazeta do Povo

De olho no crescimento logístico para alavancar sua economia, o Estado do Rio de Janeiro quer que a Estrada de Ferro Vitória-Minas chegue até o Porto do Açu, no Norte do território fluminense. Para isso, a Secretaria estadual de Transportes vai fazer uma proposta ao Governo Federal para que os recursos que a Vale tem a pagar das outorgas de renovação antecipada da Estrada de Ferro Carajás e da Vitória-Minas sejam usados nesse projeto.

O secretário de Transportes do Estado do Rio, Delmo Pinho, afirmou à Agência Infra, que um projeto básico entregue em 2018 à União estimou a construção desse trecho em R$ 2,5 bilhões. A outorga a ser paga pela Vale está estimada em R$ 4,2 bilhões.

O Porto do Açu, de acordo com o governo do estado, será importante para o escoamento da produção agrícola de uma bacia agrícola denominada pela Embrapa de Centro-Leste, que pega grandes regiões de Minas Gerais e de Goiás.

“O Porto de Tubarão (ES) tem congestionamentos constantes que levam navios a ficarem 17 dias esperando para atracar, ampliando os custos para o transporte de mercadorias”, disse Pinho.


Ele lembrou também que o Porto de Açu está desenvolvendo projetos energéticos de geração de energia a gás natural que podem, de acordo com estudos já em andamento, levar à produção local de fertilizantes, o que geraria o efeito para o sistema ferroviário de garantir frete no retorno dos produtos agrícolas transportados para exportação.


Polo Petroquímico do Comperj


Outra frente de trabalho do governo fluminense na ampliação logística ferroviário do estado é para que o Governo Federal ajude para que a MRS Logística inclua em seu projeto de renovação antecipada a criação de um ramal ferroviário entre a cidade de Nova Iguaçu e o Polo Petroquímico do Comperj, em Itaboraí.


Para o secretário estadual do Rio, a proposta ajudaria a tirar o tráfego de trens da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o que viabilizaria um corredor logístico de carga geral entre São Paulo e o Espírito Santo, que tem tráfego de mais de 10 milhões de toneladas ano. A ideia é ligar São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

"É o momento mais importante em 30 anos para a infraestrutura do Estado do Rio, o que vai definir nosso futuro. Temos que fazer o investimento no que é estrutural”, afirmou Pinho.

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