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Foto: Lotus/ Divulgação
Foto: Lotus/ Divulgação| Foto:

Velocidade e trânsito são duas palavras que não combinam com os altos índices de acidentes em cidades e rodovias. Mas para algumas marcas é fundamental associar a sua imagem a um carro capaz de brigar pelo título de "carro de rua mais potente do mundo".

Geralmente, essa disputa fica restrita a fabricantes europeias. A francesa Bugatti e a sueca Koenigsegg costumam travar um duelo particular pelo posto. Mas a coroa dessa vez foi parar na Inglaterra.

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A Lotus acaba de subir no lugar mais alto do pódio com o hiperesportivo elétrico Evija (a pronúncia é 'Eviya'), que estreia em 2020. São 2 mil cv de potência, bem acima dos 1.521 cv do Bugatti Chiron, até então o dono do título, com seu motorzão 8.0 W16.

Lotus Evija. Foto: Lotus/ Divulgação
Lotus Evija. Foto: Lotus/ Divulgação

E o dobro da Ferrari mais potente de todos os tempos, a híbrida SF90 Stradale, revelada em maio deste ano. A máquina combina o motor 3.9 V8 biturbo, de 780 cv, a outros três elétricos, resultando numa cavalaria de 1 mil cv.

Bugatti Chiron (azul) e Ferrari SF90 Stradale: Fotos: Divulgação
Bugatti Chiron (azul) e Ferrari SF90 Stradale: Fotos: Divulgação

O Evija terá uma produção limitada a 130 unidades, principalmente pelo seu alto preço: 1,7 milhão de libras (cerca de R$ 8 milhões). Feito sobre um chassi monocoque de fibra de carbono, o modelo pesa 1.690 kg e é calçado com rodas de 20 polegadas na dianteira e 21 na traseira.

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Além superpotência, o Lotus traz um design que favorece uma excepcional aerodinâmica. A altura em relação ao solo, por exemplo, é de apenas 10,5 cm - mais baixo que o Chevrolet Onix (12 cm), por exemplo.

O visual também impressiona. A abertura de ar toma toda a frente e servem para resfriar a bateria e o eixo dianteiro. Nas laterais, outra enorme cavidade tem a função de redirecionar o ar, enquanto que a traseira exibe aberturas gigantescas que otimizam o fluxo de ar.

As baterias de íons de lítio de 2.000 kW são montadas em posição central logo atrás dos bancos. São elas que entregam os 2 mil cv e brutos 173 kgfm de torque, capazes de levar o Evija da inércia aos 100 km/h em menos de 3 segundos e a 300 km/h em 9 s - a velocidade máxima bate os 320 km/h.

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Como o motor elétrico não emite um ronco natural e condizente com a força do veículo - apenas um zunido bem agudo, a Lotus tratou de acrescentar um alto-falante na dianteira do carro para transmitir um ruído grosso de maneira virtual.

Segundo a montadora inglesa, a novida mescla performance extrema na pista e conforto na rua. Por isso, a suspensão tem amortecedores adaptativos e os discos de freios são de carbono cerâmica.

Além de ser o carro mais potente do mundo, o Lotus Evija também ostenta o sistema de recarga mais rápido do planeta. Ele leva somente 18 minutos para obter a carga completa numa estação de abastecimento de 350 kW - ou 12 minutos para atingir 80%. A autonomia alcança 434 km.

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Outro título para o currículo do modelo será o de primeiro carro a vir com luzes de laser nos fachos alto e baixo, desenvolvidas pela Osram. Além disso, os retrovisores externos foram substituídos por câmeras que são acionadas quando o veículo é destravado.

Por dentro o visual é bem futurista, com a parte central flutuante e o volante no formato achatado. O console central é vazado e traz botões para comando de funções do carro sensíveis ao toque e têm reposta de vibração. A fibra de carbono está presente também no banco, que revestimento Alcantara.

Apesar do alto preço pedido pelo Evija, ele está longe de ser o carro mais caro do mundo. Este título pertence ao Bugatti La Voiture Noire, que teve apenas uma unidade produzida e vendida pela pequena fortuna de R$ 47 milhões. O hipercarro francês é equipado com motor W16 8.0, de 1.500 cv e 163,2 kgfm.

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