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A parte eletrônica da injeção é inspecionada através de um computador | Fotos: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
A parte eletrônica da injeção é inspecionada através de um computador| Foto: Fotos: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
  • Abaixo, a limpeza dos bicos pode ser feita com ultrassom

De uma hora para outra seu carro começa a gastar mais combustível e a apresentar queda de rendimento. Cuidado. O problema pode estar no "coração" do motor, a injeção eletrônica. Responsável por enviar o combustível à câmara de explosão do propulsor, o sistema precisa passar por vistorias e limpezas periódicas. Isso porque, mesmo que o combustível seja de boa qualidade, ele sempre acaba deixando resíduos de sujeira nos bicos injetores, seja devido à queima da gasolina/álcool ou até mesmo por impurezas que se acumulam no interior dos componentes.

Marcel Mokwa, proprietário da Especializada Saint Germani, oficina mecânica em Curitiba, explica que a injeção do motor deve ser verificada a cada 20 mil quilômetros. Segundo ele, a vistoria começa com um diagnóstico da parte eletrônica, que é feito com scanners, que são conectados à central eletrônica do componente. "Os dados são repassados para um computador e assim é possível saber se todo o sistema, inclusive os sensores, está funcionando corretamente", salienta.

Em muitos casos, também é necessário fazer uma limpeza dos bicos injetores, acrescenta Elcio Bergossi, gerente de oficina da Servopa, concessionária Volkswagen na capital. Este serviço é realizado por um aparelho de descarbonização e demora cerca de meio dia mas se o sistema estiver muito sujo, será necessário usar o ultrassom, um aparelho especial (neste caso os bicos injetores são retirados).

Sinais

Mokwa esclarece ainda que há alguns sinais que podem indicar problemas na injeção do motor. De acordo com ele, os sintomas mais comuns são dificuldade de fazer o carro pegar quando está frio, falhas durante o funcionamento e queda de rendimento. Outro problema muito comum, acrescenta Bergossi, é o aumento do consumo de combustível.

O serviço de inspeção e limpeza de injeção custa entre R$ 100 e R$ 190, dependendo do tipo de equipamento utilizado para a retirada das impurezas do bico (descarbonização ou ultrassom, que é mais caro). Além disso, sempre é bom conferir o estado do filtro de combustível, que deve ser substituído a cada seis meses ou 10 mil km, principalmente se forem carros bicombustíveis.

Confira outros cuidados que precisam ser tomados para garantir o bom funcionamento da injeção eletrônica:

Luz no painel - Fique atento à luz de avaria que se encontra no painel. Se ela acender é sinal de que o sistema de injeção está com problema. Mas não são todos os carros nacionais que possuem este sistema de alerta.

Radiador - Mantenha sempre o nível de água do radiador e troque o líquido de arrefecimento a cada 20 mil quilômetros. Com isso, você ajudará os sensores – que mandam informações para a unidade de comando da injeção – a funcionarem corretamente.

Pouco uso - O sistema de injeção eletrônica de carros que rodam muito pouco deve passar por revisões e limpezas em prazos mais curtos: a cada 15 mil quilômetros.

Acessórios - Evite instalar equipamentos de som em lugares não autorizados, evitando assim ligações que venham interferir na injeção eletrônica.

Posto de confiança - Além de fazer a manutenção preventiva, uma forma de evitar ou pelo menos amenizar problemas com injeção eletrônica é escolher um posto de sua confiança e sempre abastecer no mesmo local.

Dica de amigo - Caso a pessoa não tenha um mecânico de confiança, peça orientação a amigos e parentes antes de procurar um profissional para fazer a vistoria ou limpeza da injeção eletrônica.

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