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Mudança de plano

Governo desiste de acabar com placa Mercosul e promete melhorar segurança 

Novo sistema de identificação já está presente em 7 estados e em quase 1 milhão de carros 

A obrigatoriedade da adoação da nova placa em todo o país começa no próximo dia 30 de junho. | Renyere Trovão/ Gazeta do Povo
A obrigatoriedade da adoação da nova placa em todo o país começa no próximo dia 30 de junho. (Foto: Renyere Trovão/ Gazeta do Povo)

Após sinalizar no ano passado que iria acabar com a placa unificada do Mercosul caso fosse eleito, o presidente Jair Bolsonaro parece ter mudado de ideia. 

Por meio do Ministério da Infraestrutura, o governo admitiu que não só pretende manter o novo sistema de identificação dos veículos no Brasil, como ainda ampliar o seu uso e melhorar o nível de segurança das informações. 

De acordo com o órgão, a placa padrão já é adotada por Detrans de sete estados: Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. 

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E até o momento, quase 1 milhão de veículos no país circulam com a nova chapa. A obrigatoriedade da implantação em todos estados, que estava prevista para vigorar em dezembro do ano passado, foi adiada para o próximo dia 30 de junho.

A alegação à época era de que seria necessário um prazo maior para integrar o banco de dados dos Departamentos de Trânsito estaduais à base nacional do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

A falta de matéria-prima para a confecção das novas placas também surgiu como argumento para a mudança na data.

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Segundo informou o Ministério da Infraestrutura ao site UOL Carros está em curso um estudo que avalia as características da placa e o processo para a sua emissão, como também o nível de segurança na identificação do veículo a fim de diminuir os riscos de clonagem.

O órgão também orientou a todos os estados que não adotaram a placa que não o façam até que estes estudos sejam concluídos.

Desde que a resolução 729 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que regulamenta a nova placa, foi publicada em março de 2018, o dispositivo já perdeu alguns itens de segurança previstos no projeto original. Na lista estão lacre, substituído pelo QR Code; tarja superior em 3D; e a bandeira do estado e o brasão do município nos quais o veículo foi registrado.

Denatran informou que tais mudanças visavam a simplificação do sistema e o corte nos custos.

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