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Parece que a indústria automobilista brasileira não esperava esta invasão chinesa que está acontecendo e se surpreendeu com isso. Mas era uma coisa esperada. Os chineses viriam com tudo e de uma única vez. A indústria nacional teve que se mexer muito rapidamente, mas ela não estava acostumada com esta velocidade dos chineses, que lançam um carro novo, do início do projeto ao começo da fabricação em dois anos ou menos. A indústria tradicional tinha um ciclo muito maior, em torno de 7 a 10 anos.
Mas os fabricantes brasileiros que estão aqui há décadas, com investimentos de bilhões de reais e gerando milhares de empregos estão tendo que aprender e já começam a mostrar que são capazes de acompanhar esta nova indústria, ainda andando um pouquinho atrás, mas com grandes possibilidades de acompanha-la par e paço.
Mas o que incomoda a indústria brasileira tradicional são os privilégios que os importadores tem, trazendo milhares de carros e depositando em pátios de portos pelo Brasil. Este estoque beira os 400 mil carros, principalmente elétricos e muitos híbridos. Hoje uma marca chinesa importa carros em CKD (Completely Knocked Down) em tradução livre quer dizer “completamente desmontado”. Trata-se de um sistema logístico e industrial em que um carro, é fabricado em um país, desmontado em peças individuais e enviado para outro país, onde é montado de fato. Só que este sistema ocupa pouca mão de obra, nenhum componente nacional e tem subsídios para ser feito aqui. Enquanto isto, a indústria brasileira produz tudo aqui, desde o corte do aço, a estampagem, a pintura, montagem, etc, gerando muitos empregos e uma enorme cadeia de fornecedores. Em CKD até o pneu vem cheio com o ar do país de origem.
O Brasil precisa de uma indústria forte
O CEO e presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, é um ferrenho defensor da indústria nacional e fala com propriedade, pois a VW é talvez a única que tem conseguido enfrentar os chineses em igualdade de condição, apesar de ainda não ter nenhum carro eletrificado em seu portfólio, atualmente, para a venda ao consumidor direto. Ele não é contra a chegada dos chineses, mas luta para que venham e produzam carros inteiros aqui. Para ele o CKD acaba com a indústria brasileira e os primeiros a sentir este efeito será a cadeia de fornecedores. “eu vou comprar peças na China para os carros que produzo aqui. São mais baratas pq lá os impostos são menores e para chegar até aqui em subsídios, o que a indústria nacional também deveria ter”.
“O Brasil precisa ter uma indústria forte. Está havendo muita entrada de carros importados. 2027 vai ser um ano difícil devido ao grande estoque de carros nos pátios”. Mas Ciro Possobom diz que “sou otimista, principalmente se o governo federal validar a intenção destas novas marcas em produzir aqui, mas isso é uma grande dúvida. O CKD não juda o Brasil, que não pode ser transformado em uma indústria de CKD”.
A indústria automobilística brasileira hoje gera 1 milhão e 200 mil empregos, mas isso corre um grande risco se a situação continuar no patamar em que está.”Se continuar assim a indústria acaba, por que não consegue desenvolver em escala e os primeiros a sofrer serão os fornecedores. As regras tem que ser iguais para todos. Se o governo não agir, a conta vai chegar. Não existe mágica”.
Renault Geely é um bom exemplo
O CEO da Volkswagen citou o exemplo da Renault e da Geely. Para ele o acordo entre as duas marcas foi muito bom. A Geely comprou 26% da Renault do Brasil e vai fabricar carros completos na fábrica paranaense, não em CKD. Haverá estamparia, soldagem, pintura e componentes nacionais.
A Volkswagen vai usar um sistema parecido na produção da nova picape média Amarok, na Argentina, que promete ser a mais potente do mercado em sua versão hibrida plug-in. O projeto e a plataforma são chineses, mas na construção tem a união do design e da engenharia da VW do Brasil e da Argentina. Não será um carro em CKD que vem desmontado da China e é só montado na região. Será totalmente construído aqui.
Ciro Possobom disse que se a Volkswagen quisesse poderia trazer dezenas de carros da China e colocar no mercado brasileiro. Rede de distribuição para isso ele tem, mais forte do que qualquer outra marca, mas essa não é a intenção. A VW vai lançar carros eletrificados fabricados aqui no país. “A Volkswagen tem mais de 30 fábricas na China, sendo 12 só de carros completos, que poderiam vir para cá. Mas os nossos carros nós vamos fabricar em nossas fábricas brasileiras”.
Audi traz os exclusivos A5 e A6 Avant, este totalmente elétrico

A Gazeta Carros fez os primeiros testes em ruas e estradas com os dois novos modelos que a Audi está trazendo para o Brasil, os exclusivos A5 Avant, com motor a gasolina e o A6 Avant, totalmente elétrico. Os dois são station wagon na mesma plataforma e trazem a história da marca com este modelo de carro, as “peruas”. Mas estes carros passaram por muitas evoluções. A primeira a chegar no país foi a A2 Avant, na década de 90 e agora chegam as novíssimas A5 e A6, totalmente tecnológicas e avançadas.
Tanto a A5, com um motor a combustão, quanto a A6 elétrica, tem praticamente a mesma dirigibilidade, tanto no trânsito urbano quanto nas estradas. O desempenho da A5 é muito bom, fazendo de 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos. Mais rápida ainda é a A6, com o motor elétrico traseiro, com um grande torque imediatamente ao pisar no acelerador. Os carros custam caros, mas pra quem gosta de desempenho, conforto e exclusividade, vale a pena.

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Em sua pré-venda, o A5 Avant esgotou 100% das unidades disponibilizadas aos clientes, o que reforça o potencial desses veículos para reaquecer o tradicional segmento Avant, que combina esportividade, dinâmica de condução incomparável, conforto familiar, tecnologias disruptivas e ampla lista de equipamentos. O Audi A5 Avant ampliará a família A5, que foi renovada recentemente no Brasil. Já o Audi A6 Avant e-tron é o primeiro veículo 100% elétrico com carroceria Avantna história da fabricante alemã. Chegam com os preços de R$ 474.990,00 (Audi A5 Avant S Line) e R$ 699.990,00 (Audi A6 Avant e-tron).
A sofisticação dos dois modelos começa por dentro, já no painel, integrado, onde tem uma central multimídia de 14.5 polegadas e um closter de 11.9 polegadas. Mas também tem uma tela exclusiva para o passageiro do banco dianteiro de 10.9 polegadas, onde ele pode conectar um fone pessoal e ouvir sua música escolhida ou assistir a um filme, sem que os demais passageiros ouçam ou tire a atenção do motorista.
O motor do Audi A5 Avant é um 4 cilindros com 272 cavalos de potência e torque de 400 nm. Tem velocidade máxima controlada eletronicamente em 250 km/h. Este motor é acoplado a um câmbio s-tronic de 7 velocidades. Porta malas de 448 litros ou 1396 litros com os bancos traseiros rebatidos. As rodas esportivas são de 20 polegadas com as pinças dos freios em vermelho.
Já o A6 Avant e-tron tem um motor elétrico no eixo traseiro de 367 cavalos e torque de 565 nm. É um motor 30% mais eficiente que versões anteriores, mas é o primeiro Audi deste segmento sem a famosa tração Quattro, exclusiva da marca, nas quatro rodas. Tem apenas tração traseira e isso certamente vai fazer os puristas que gostam desta tecnologia da Audi torcerem o nariz.
A velocidade do A6 Avant e-tron é limitada em 210 km/h. Tem uma bateria de 100 kwh que lhe dá uma autonomia, segundo o Inmetro, de 440 quilômetros com uma única carga. O carregamento da bateria pode ser feito em pouco mais de 20 minutos em um eletroposto de alta capacidade devido sua arquitetura de 800 volts.
Assista o vídeo com a entrevista de Ciro Possobom



