
Uma das anfitriãs do Salão de Frankfurt possui o estande mais visitado nesta terça-feira (12), no primeiro dia dedicado à imprensa especializada mundial. E o motivo atende pelo nome de Project One. Trata-se do conceito de um hipercarro híbrido desenvolvido pela Mercedes-Benz com a assinatura da AMG (divisão esportiva da marca).
O modelo é uma espécie de carro de Fórmula 1 preparado para rodar nas ruas. Ele usa o motor V6 1.6 turbo a gasolina similar ao das pistas, porém auxiliado por outros quatro propulsores elétricos - dois integrados ao conjunto motor a combustão/ turbocharger e os outros dois trabalhando em cada uma das rodas dianteiras.
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A combinação híbrida ultrapassa os 1 mil cavalos e leva o Project One a mais de 350 km/h, cumprindo o zero a 200 km/h em apenas 6 segundos. É a mesma velocidade alcançada pela LaFerrari, outro supercarro híbrido, que rende 963 cv.
Ele também herda do modelo de competição o sistema de regeneração de energia a partir das frenagens e do calor dos gases gerados pela combustão.
Por dentro, a novidade também lembra um monoposto de corrida, especialmente pelo volante de formato esportivo, com a diferença que ele pode levar duas pessoas. Há ainda duas telas de 10 polegadas feitas com material leve para reduzir o peso do carro.
A novidade foi revelada por ninguém menos que o tricampeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton, dono de dois títulos pela escuderia Mercedes (2014 e 15) - o inglês é o atual líder da temporada 2017.
A presença do piloto não foi por acaso. Hamilton ajudou no desenvolvimento do projeto. "Espero que a primeira unidade seja minha", brincou. "Veremos", despistou Suéter Zetsche, presidente do grupo Daimler.

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Caso vire proprietário de um Project One, Hamilton fará parte de um grupo seleto de privilegiados, uma vez que o carro terá edição limitadíssima a 275 unidades - o preço não foi antecipado. Ao lado dele estará um brasileiro, que, segundo a marca, já teria feito a reserva de um exemplar.
O veículo começa a ser produzido a partir de 2019 e custará cerca de € 2,2 milhões (em torno de R$ 8,2 milhões).
Carros elétricos
A Mercedes anunciou ainda que cada carro do seu portfólio terá uma versão elétrica ou híbrida até 2022 e 25% do catálogo da marca será movido movido a eletricidade em até 2025.
Os modelos serão baseados na família de conceitos EQ. Em Frankfurt, a marca exibe o derivado EQA, que dará origem à classe compacta. Já da EQC, mostrada no Salão de Paris de 2016, surgirão os SUVs.
A estratégia é a mesma adotada pela Volkswagen, que divulgou lançar 80 modelos 'verdes' até 2025 e estipulou o prazo de 2030 para que todos os veículos do grupo VW tenham uma variante elétrica ou híbrida.
A BMW também dará um impulso ao seus carros elétricos, lançando nos próximos 8 anos 25 modelos com este tipo de motorização, sendo 12 deles com 100% de energia limpa.
O plano em comum das três grandes marcas alemãs vem ao encontro da intenção da China em proibir, em médio prazo, a produção e venda de automóveis com combustíveis fósseis (gasolina e diesel).
Isso acarretará uma revolução na produção mundial e consolidará a tecnologia elétrica, uma vez que a China é o maior mercado automotivo do planeta.



