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Biz 125 EX 2011 é configuração mais completa da CUB popular. O modelo testado fez mais de 40 km/l com etanol no tanque | Fotos: Doni Castilho/ Infomoto
Biz 125 EX 2011 é configuração mais completa da CUB popular. O modelo testado fez mais de 40 km/l com etanol no tanque| Foto: Fotos: Doni Castilho/ Infomoto
  • O painel de instrumentos é completo, com informações analógicas e digitais
  • O espaço sob o banco é um diferencial da Honda Biz
  • Banco em dois níveis traz muito conforto para piloto e garupa
  • Os piscas saíram do conjunto óptico e agora estão abaixo da lanterna
  • O pedal de partida atrapalha o pé direito do piloto

Rodas de liga leve, freio dianteiro a disco, novo farol e piscas dianteiros com refletores multifocais, injeção eletrônica de combustível, grafismos exclusivos e motor flex. Não estamos falando de um modelo de grande porte, mas sim da nova Honda Biz 125 EX que, por R$ 6.590, oferece to­dos esses acessórios — as versões KS e ES custam R$ 5.297 e R$ 5.854, respectivamente.

Desde que foi lançada, em 2005, a Biz domina o segmento CUB e já superou a marca de 970 mil unidades comercializadas. Para se ter ideia, só em 2011 o mo­­delo já vendeu 101.247 unidades, sendo o quinto veículo mais vendido do país, atrás apenas de Honda CG 150, Honda CG 125, VW Gol e Fiat Uno, de acordo com a Federa­ção Nacional da Distri­buição de Veí­­culos Automotores (Fenabra­ve).

E foi devido a todo esse sucesso que a Honda decidiu lançar, este ano, a Biz 125 EX, sucessora da Biz+. O modelo com aspecto esportivo, já que suas cores, grafismos e as rodas de liga leve em seis pontas o elevam a um nível mais exclusivo, mesmo que cobre R$ 736 a mais por isso.

Uma novidade que faz dela uma boa opção para o dia a dia dos grandes centros é a adoção do sistema flex. A tecnologia antes disponível apenas nas CG 150 Titan, CG 150 Fan e NXR 150 Bros veio dar mais dinamismo à Biz. Com o etanol, o modelo testado rodou mais de 40 km/litro, ou seja, oferece uma autonomia superior a 220 km, já que seu tanque tem capacidade para 5.5 litros. Fazendo uma comparação com o transporte público, uma pessoa que utiliza duas conduções diárias a R$ 2,50 cada, por exemplo, gasta R$ 100 mensais, considerando somente dias úteis. A bordo da Biz, com o preço médio do litro de etanol a R$ 1,79, os mesmos R$ 100 gastos em álcool seriam suficientes para rodar 2.420 km no mês.

O modelo 2011 está totalmente renovado. Chassi e carenagem receberam alterações em cerca de 95% de seus componentes. Essas mudanças o deixaram mais ágil na cidade, o que é bom, já que sua proposta é totalmente urbana. O chassi, do tipo monobloco, não transmite muita firmeza ao piloto. A Biz, até pelo seu porte, não é uma moto que encara buracos com tranquilidade. O piloto deve ter uma condução consciente, fugindo de obstáculos maiores. Aliás, o conjunto de suspensões contribui muito para isso. Excessivamente macias, as suspensões dianteira telescópica e traseira, com dois amortecedores, não copiam as irregularidades do asfalto com perfeição. A moto vai bem nos percursos urbanos, mas o condutor deve sempre se lembrar que está a bordo de um veículo frágil.

Por outro lado, os freios agradaram. O disco dianteiro e o tambor traseiro pararam a Biz com eficiência e transmitem confiança sempre que exigidos. Outro ponto positivo está no tamanho dos aros. O traseiro de 14" e o dianteiro de 17" em rodas de liga leve estão de acordo com a proposta e, se não permitem que o piloto abuse nas curvas, são mais eficientes que os acanhados aros usados nos scooters, de até 10".

Design

A Biz 125 2011 teve seu design reformulado. O escudo frontal ficou maior, a carenagem agora tem maior área pintada na cor da moto e o escapamento está todo preto. Na dianteira, o conjunto óptico é composto por novo farol e piscas dianteiros com refletores multifocais. Na traseira, os piscas não estão mais juntos com a lanterna, sendo localizados abaixo do conjunto.

O novo assento em dois níveis ficou mais plural, aceitando pilotos de todos os tamanhos. Para o garupa, o conforto foi reforçado pelas novas pedaleiras, agora fixadas ao chassi. O novo painel de instrumentos traz hodômetro, marcador do nível de combustível e escala de utilização das marchas no velocímetro, além de luz de diagnóstico da injeção eletrônica. Visando auxiliar o consumidor em relação ao funcionamento da tecnologia bicombustível, o painel traz ainda a luz "ALC", que acenderá sempre que houver mais de 80% de etanol (álcool) no tanque e piscará em condições de temperatura ambiente abaixo de 15°C.

Motor

Com 124,9 cm³ e quatro marchas semi-automáticas, o propulsor quatro tempos, arrefecido a ar, ganhou novos balancins roletados no cabeçote. Essa alteração deixou a moto mais eficiente e progressiva. O engate das marchas é preciso e não deixa o piloto na mão nem nas maiores subidas — potência máxima é de 9,1 cv a 7.500 rpm e torque de 1,01 kgfm a 3.500 rpm, com ambos os combustíveis. O câmbio é semi-automático e rotativo, dispensando o acionamento manual da embreagem.

Um destaque negativo fica para o pedal de partida. A versão EX também tem partida elétrica, mas o pedal fica posicionado de forma conflitante com o pé direito do piloto. Basta fazer uma curva ou mesmo flexionar o pé, que o pedal incomoda, forçando o pé a ficar curvado para o lado. As principais concorrentes da Biz 125 são Yamaha Crypton, Dafra Zig 100 e a Kasinski Win 110.

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