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Tecnologia start/stop estará disponível apenas para a configuração Evolution

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Quadro de instrumentos tem design mais sofisticado

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Rodas e lanternas ganharam novo desenho

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Rodas e lanternas ganharam novo desenho

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Tela digital exibe funções do computador de bordo
A partir da segunda quinzena deste mês, o Fiat Uno escreverá uma nova história no mercado brasileiro. Será o primeiro modelo produzido no país a vir de fábrica com o sistema start/stop e também o pioneiro em combinar a tecnologia com um motor flex. O dispositivo, antes restrito a carros premium importados, tem como principal finalidade aliviar o consumo de combustível e diminuir a emissão de gases poluentes.
INFOGRÁFICO: Veja o que mudou no novo Uno 2015
O ganho ocorre em paradas rápidas no trânsito, como semáforos e cruzamentos. O motor desliga automaticamente ao colocar o câmbio no ponto morto e volta a funcionar assim que se pisa na embreagem este processo demora 0,4 segundo, tempo menor do que engatar a primeira marcha. O mecanismo estará disponível na inédita versão Evolution, que substitui a Economy, com preço sugerido de R$ 34.990. Nas demais, não será oferecida nem como opcional.
A Evolution é a configuração intermediária do Uno e virá equipada com o motor 1.4 Evo Flex, de até 88 cv e 12,5 kgfm de torque máximo, associado à transmissão manual de cinco marchas. O bloco 1.0 Fire, de 75 cv e 9,9 kgfm, também foi mantido. Por enquanto, o modelo não receberá o propulsor de três cilindros, já usado por concorrentes como Ford Ka, VW up! e Hyundai HB20.
Em testes realizados pela marca italiana, a tecnologia start/stop proporcionou uma economia de até 20% no gasto de combustível se comparado ao modelo sem o sistema. Na prática, isso significa um tanque a menos para cinco tanques por mês. Se a parada exceder 60 segundos, o motor e o ar-condicionado voltam a funcionar. O start/stop pode ser desligado apertando um botão no painel.
Outra novidade na linha 2015 é a adição do câmbio Dualogic Plus, o mesmo usado no Bravo desde 2012, mas que agora dispensa o uso da alavanca. O sistema automatizado buscou inspiração no recurso já usado pela Ferrari. No lugar do câmbio, o acionamento das marchas é feito por botões de comando no console. Se preferir, o condutor pode efetuar a troca manual das marchas por meio das borboletas atrás do volante.
Além disso, a transmissão conta com as funções Creeping que move lentamente o carro sem a necessidade do acelerador, simulando a reação de um automático convencional e Auto-Up Shift Abort, que identifica uma retomada de velocidade e aborta a subida de marcha para manter o motor cheio. A transmissão que elimina o pedal de embreagem é oferecida apenas como opcional para as configurações Way e Sporting e encarece o carro em R$ 2.890. Ela é uma resposta ao up!, que reinava sozinho no segmento, com o automatizado i-Motion.
Embora esteja mais equipado, o Novo Uno não traz ar-condicionado de série em nenhuma versão. O custo para adicioná-lo é de pelo menos R$ 3 mil. Rádio e trio elétrico também. O Uno reestilizado parte de R$ 30.990 (preço de tabela) na versão Attractive 1.0 e chega à R$ 36.590 na Sporting 1.4.
Mas nem todas terão novo visual. O acabamento Vivace, de entrada, manterá o estilo atual, assim como a Fiat faz com o Palio Fire, que ficou como o modelo mais acessível, o mesmo que ocorreu com o novo Palio. Os preços também foram mantidos R$ 26.370 (duas portas) e R$ 28.500.
Interior muda bastante, mas exterior pouco
Não se trata de uma nova geração do Uno, mas sim de uma reestilização com poucos retoques externos e uma revolução no interior. Visto de longe, o modelo se confunde com o antecessor. Os faróis estão maiores e mais alongados. As lanternas são fragmentadas em quadradinhos que dão um efeito tridimensional. Os para-choques foram redesenhados e o capô ganhou vincos acentuados.
Tanto os nichos das luzes de neblina quanto os refletores traseiros têm novo design. A grade frontal saiu do bocão formado pelo para-choques e entrada de ar e foi para cima deste conjunto na versão Sporting, ela continua no mesmo lugar.
Na cabine, o quadro de instrumentos traz de série um mostrador digital de 3,5" com informações do computador de bordo e do start/stop. Os botões dos vidros elétricos deixaram a posição abaixo do som e foram para as portas. Os plásticos estão mais refinados e remetem ao Punto.
A Fiat foi buscar inspiração na Jeep para projetar o volante e seus botões multifuncionais e também o console central, que pode ter tela digital no rádio (opcional) e até central multimídia, com tela de LCD de 6,2" com GPS, TV digital, DVD, bluetooth, USB e câmera de ré, caso o cliente recorra aos acessórios oferecidos pela Mopar, customizadora oficial da Chrysler.
* O jornalista viajou a convite da Fiat



