Desempenho - Roda macio e em silêncio

O motor 2.0 tem potência e torque elevados, o que proporciona agilidade em todas as situações. Basta pressionar o acelerador levemente para que o automóvel ande rápido em acelerações e retomadas de velocidade. O destaque é mesmo o câmbio automático CVT, que tem infinitas relações de transmissão. Isso significa que o motor está sempre dentro da faixa de torque e potência ideais. Ao contrário dos câmbios convencionais, as trocas são suaves no CVT e praticamente imperceptíveis. Ao pressionar o acelerador, as rotações do motor sobem rápido. Ao diminuir a aceleração, a rotação cai, reduzindo consumo e ruído do motor.

No painel, o marcador de combustível é digital. Mas o computador de bordo informa o consumo por litros gastos a cada 100 quilômetros. Lamenta-se apenas que não há travamento automático quando o carro entra em movimento nem comando do tipo "um toque" para os vidros elétricos.

A Nissan tem planos de investir US$ 150 milhões até 2009, quando pretende comercializar 40 mil veículos por mês no Brasil. Os primeiros passos já foram dados com a chegada do sedã Sentra e do hatch Tiida e com eles a marca japonesa quer acabar com a fama de só fabricar picapes e utilitários-esportivos. Em um segmento bastante acirrado, a Nissan pretende comercializar cerca de 700 unidades do novo Sentra, que reúne qualidades suficientes, para disputar mercado com o Renault Mégane, Chevrolet Vectra, Toyota Corolla, Ford Focus sedã e Honda Civic.

Fabricado no México, o modelo fez sua primeira aparição no Brasil em outubro de 2006, durante o Salão do Automóvel de São Paulo. Em relação á geração anterior, o carro mudou por completo e agora também é conhecido como o "carro do tiozão". O Sentra é vendido em cinco versões, todas com motor 2.0 de 142 cv. A mais em conta tem câmbio manual de seis velocidades e parte de R$ 58.500. A versão mais completa, como esta que foi avaliada, equipada com câmbio automático CVT (com relações de marcha continuamente variáveis) e com alto nível de equipamentos custa a partir de R$ 81,7 mil em Curitiba.

Por fora, sua marca é a esportividade e a incorporação de novos elementos presentes em veículos do segmento. Desde a curvatura do teto, que remete a um cupê, aos faróis de formato irregular (são inspirados no esportivo da marca 350Z) até as lanternas com lente translúcida e as rodas de 16 polegadas. Na traseira, os destaques são as lanternas translúcidas, que lembram muito as do Ford Fusion, e a linha do porta-malas, mais alta que o habitual. Visto de lateral, o carro impressiona pelo estilo limpo.

O interior tem também estilo agradável e quadro de instrumentos de fácil visualização. O espaço no banco traseiro é um pouco menor do que de alguns concorrentes, mas suficiente. Os comandos estão bem posicionados e o acabamento é muito bom, sem rebarbas e com arremates bem-feitos. A alavanca de câmbio junto ao console é praticamente integrada ao painel. O volante tem boa empunhadura e nele ficam os botões do controlador de velocidade, chamado de piloto automático. A direção é leve em manobras e com peso suficiente para o motorista ter sensibilidade em velocidades mais altas. O porta-malas e tampa do tanque podem ser abertos por dentro.

Há inúmeros porta-objetos úteis, além de porta-copos (localizados no console central e no descansa-braço do banco traseiro) com ajuste para recipientes de vários tamanhos. Há ainda um frontal, que é regulável e pode acomodar também livros e DVDs. Seu porta-luvas de 12 litros comporta um notebook. O porta-malas é de bom tamanho e tem divisória interna para separar carga.

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