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Primeiro Audax está saindo do forno

Carro produzido pela Trimax, de Curitiba, é um roadster inspirado no tradicional Lotus Seven e pode ser comprado por até R$ 65 mil

  • Viviane Favretto
A unidade de número 1 do carro será entregue para um cliente que mora em Tobias Barreto, no Sergipe |
A unidade de número 1 do carro será entregue para um cliente que mora em Tobias Barreto, no Sergipe
 
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Primeiro Audax está saindo do forno

A Trimax, empresa curitibana que fabrica triciclos, está concluindo este mês a venda da primeira unidade do carro Audax, um roadster inspirado no Lotus Seven, que é produzido desde 1957, mas agora com o nome de Ca­­terham Super Seven. O carro está dependendo da documentação para ser entregue ao comprador, que não esconde sua ansiedade.

Josenilson Bispo dos Santos é se­­cretário de Cultura do município de Tobias Barreto (SE), na divisa com o estado da Bahia, a aproximadamente 120 km de Aracaju. Ele conta que encontrou a Trimax durante uma pesquisa na internet quando estava em busca de um triciclo. Essa compra não se concretizou, mas ele ficou interessado no carro.

Na metade do ano passado, Roberto Heck­mann, proprietário da Trimax, entrou em contato com Santos e disse que poderia pro­­duzir uma unidade do veículo. Logo em seguida, em outubro, ele e a mu­­lher vieram de Tobias Barreto para Curitiba e “se apaixonaram” pelo Audax, como San­­tos define. Agora, lá de Sergipe ele fica acompanhando o processo de fabricação do carro por fotos.

Criador

Heckmann é um entusiasta da criação. Em 2000, do desejo de “criar alguma coisa”, ele começou a projetar e construir os triciclos. Dois anos depois, viu uma imagem do Lotus Seven e ficou inspirado para fazer o Audax. O empresário não tem formação acadêmica. Ele lembra que deixou a es­­­cola aos 14 anos de idade para trabalhar com o pai em oficina me­­cânica. É daí que vem o seu conhecimento.

E o resultado do trabalho de Heckmann e sua equipe não deixa a desejar. O Audax é um conversível para duas pessoas, com bancos de couro e acabamento cuidadoso. “Cerca de 95% das peças que usamos são Chevrolet”, diz o empresário. O motor usado é o do Vectra, sendo que o comprador escolhe entre o 2.0 8V e o 2.4 16V, ambos flex. O motorista pode atingir a velocidade máxima de 230 km/h com o Audax. Por ser um carro esportivo, Heckmann optou por não usar o câmbio automático.

Também cabe ao cliente a escolha das rodas, que podem ser aro 17 ou 18. O modelo vem com freio a dis­­co nas quatro rodas e cada uma delas conta com suspensão independente. O porta-malas não é grande e ainda acomoda a capota do veículo, mas, mesmo assim, é possível guardar duas bolsas não muito grandes.

Escolher um Audax é ter a ga­­rantia de levar para casa um carro personalizado, feito por três pes­soas. O preço, conta Heckmann, varia entre R$ 60 mil e R$ 65 mil. Mas não é como entrar numa concessionária, escolher e levar para ca­­sa. É preciso ter um pouco de paciência por­­que o processo de fabricação e documentação consome de cinco a seis meses.

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