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Foto: Renault/ Divulgação
Foto: Renault/ Divulgação| Foto:

Já faz algum tempo que a preferência do consumidor brasileiro migrou dos sedãs médios, como Toyota  Corolla e Honda Civic, para os SUVs compactos como Hyundai Creta e Nissan Kicks.

Deixaram de privilegiar carros mais compridos e tradicionais para valorizar carros mais altos e inovadores. Com o mercado PcD o movimento foi o mesmo, e para não deixar de atender este público, as montadoras criaram versões peladonas dos modelos vendidos ao grande público.

E os SUVs servem bem a pessoas com deficiência, pois tem bom espaço interno e porta malas razoáveis, que apesar de muitas vezes menores que dos sedãs médios, pelo menos tem a liberdade de poder tirar a tampa do compartimento de bagagem para acomodar eventualmente uma cadeira de rodas ou um andador – talvez por isso mesmo muitos modelos estão abolindo a tampa, além de economizar custos.

O que a maioria das pessoas que resolve escolher um veículo deste segmento se pergunta é: afinal, qual o melhor SUV para PcD? A resposta é simples: nenhum.

Não há um carro melhor que todos os outros. Há o carro que melhor atende a determinadas necessidades, que se encaixa em determinado perfil. Cada um dá valor a características e itens do veículo que irão satisfazer suas necessidades pessoais.

Se é jovem, solteiro, não viaja muito e trabalha perto de casa, pode preferir um carro que consuma pouco. Se tem o mesmo perfil, porém viaja muito, vai dar valor a um carro com motor mais forte. E se for casado, já partirá em busca de um que tenha um bom porta malas.

E mesmo pessoas com perfis muito parecidos podem dar valor a itens diferentes, como tecnologia e design, por exemplo. Portanto, não dá para apontar um modelo melhor. Mas dá para comparar modelos com características semelhantes e apontar neles os principais pontos fortes e fracos.

Pensando nisso, comparando as principais características dos veículos destinados a pessoas com deficiência, ou seja, automáticos ou automatizados abaixo dos R$ 70 mil, que é o limite de isenção de ICMS.

HYUNDAI CRETA PCD

Foto: Hyundai/ Divulgação
Foto: Hyundai/ Divulgação

O modelo se destaca por ter a maior garantia, de cinco anos, enquanto todos os outros desta lista oferecem três.

Tem também tem um bom conjunto mecânico, graças ao mais forte 1.6 do segmento, com 130 cv, aliado ao competente câmbio automático de seis velocidades. Porém em peso/potência, ele não mostra tanto vigor, apresentando o terceiro pior número.

O porta malas do Creta PcD é bem espaçoso, porém, devido ao formato, não cabe uma cadeira de rodas montada, facilidade que agrada quem a usa.

O carro vem bem equipado, com controle de estabilidade e de tração (ESP), assistente de partida em rampa (hill holder), direção elétrica e piloto automático. Mas não dispõe de mídia nem som, e nem controles de telefone no volante.

O Hyundai foi o mais “penalizado” na política das montadoras de retirar itens para encaixar os modelos no limite de isenção. Perdeu vários componentes estéticos e até a tampa do compartimento do porta-malas.

No modelo 2020 foi retirado também alto falantes traseiros e sistema start/stop (desliga e liga o motor em paradas rápidas).

NISSAN KICKS PCD

Foto: Nissan/ Divulgação
Foto: Nissan/ Divulgação

O Nissan Kicks PcD é o mais econômico da lista, anotando incríveis 11,4 km/l na cidade com gasolina de acordo com o Inmetro. Tem um bom entre-eixos, o porta malas é o terceiro maior da categoria e cabe uma cadeira sem desmontar.

É equipado com câmbio CVT e, apesar de ter o motor mais fraco de todos, com apenas 114 cavalos, possui o segundo melhor peso/potência (garantindo boas acelerações), por ser o mais leve do segmento.

Assim como o Creta, o Kicks PcD vem com controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e direção elétrica, e no modelo 2020 ganhou finalmente o piloto automático. Não conta com start/stop nem mídia, mas traz som com bluetooth e USB.

RENAULT CAPTUR PCD

Foto: Renault/ Divulgação
Foto: Renault/ Divulgação

O modelo tem um bom espaço interno, já que oferece o maior entre-eixos da lista (2,67 m) e o segundo maior porta-malas. Com 437 litros de capacidade, cabe uma cadeira montada sem dificuldade. Se destaca em segurança, oferecendo quatro airbags, controle de estabilidade e luz diurna em led (DRL).

O maior destaque do Captur é sem dúvida a estética, sendo o SUV compacto mais bonito do segmento. Vem com roda de liga de 16 polegadas, piloto automático, assistente de partida em rampa e câmbio CVT.

O Captur PcD peca pela direção que é hidráulica, pela falta de som ou mídia e pela ergonomia interna. No volante há apenas os controles do piloto automático e seu acionamento é embaixo do freio de mão, de difícil manuseio, além do painel ser bem simples.

RENAULT DUSTER PCD

Foto: Renault/ Divulgação
Foto: Renault/ Divulgação

Repete o mesmo entre-eixos do Captur e ainda entrega o maior porta-malas da categoria. Com 475 litros, cabe bastante coisa sob a cadeira montada.

O Duster PcD é o mais barato de todos do comparativo: é seu por menos de R$ 47 mil com as isenções de impostos.

Porém, ao contrário do Captur PcD, não vem tão recheado. Falta, por exemplo, o piloto automático e a luz diurna em led. E não é tão lembrado por sua beleza, com o visual bastante datado.

O modelo é na versão 1.6 Authentique, de 120 cv, e com controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e roda de liga leve, além do câmbio CVT. S

Sofre pela falta de uma direção elétrica (é eletro-hidráulica), de retrovisores elétricos e de rádio e tem a maior desvalorização do segmento. É bom para quem quer economizar e precisa de espaço e porta-malas.

JEEP RENEGADE PCD

Foto: Jeep/ Divulgação
Foto: Jeep/ Divulgação

Entrega um dos melhores custo-benefícios da turma. Tem o motor mais forte do comparativo dos SUVs para PcD: 1.8, de 139 cv. Porém, é também o mais pesado, por isso tem o segundo pior peso/potência.

A consequência disso é que seu consumo é o mais alto de todos. Faz 9,5 km/l na cidade com gasolina, de acordo com o Inmetro.

O pacote de itens de série agrada bastante: direção elétrica e volante multifuncional mais completo e intuitivo, freio a disco nas quatro rodas, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, piloto automático, luz diurna (DRL), start/stop, e, ainda, é o único da lista que oferece freio de mão eletromecânico, com acionamento por botão.

Seu acabamento é muito bom e oferece material soft touch no painel.

Mas seu maior pecado como um SUV para PcD é o porta-malas, sendo o menor da categoria com apenas 320 litros - um complicador para quem usa cadeira de rodas.

Apesar de não caber a cadeira montada, devido ao formato mais quadrado, é possível encaixar tirando apenas uma roda.

FORD ECOSPORT PCD

Foto: Ford/ Divulgação
Foto: Ford/ Divulgação

O EcoSport tem o melhor peso/potência da categoria, de 9,16 kg/cv, graças ao eficiente motor 1.5 que rende 137 cv.

Vem bem equipado, com controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, direção elétrica, volante multifuncional, e no modelo 2020 oferece central multimídia com tela de 7 polegadas e conexões Android Auto e Apple Car Play.

O volante do Ecosport PcD ajusta em altura e profundidade e o acabamento é acima da média. Sofre do mesmo mal do Renegade: porta-malas pequeno, de 362 litros, que não cabe uma cadeira de rodas montada, nem mesmo com uma roda.

Tem o menor entre-eixos da lista (2,52 m), não oferece piloto automático e a desvalorização é maior que a média do segmento.

O grande trunfo do Ford é mesmo o conjunto mecânico, que traz segurança em retomadas e acelerações.

PEUGEOT 2008 PCD

Foto: Peugeot/ Pedro Bicudo
Foto: Peugeot/ Pedro Bicudo

Destaca pela segurança, vindo com quatro airbags e freio a disco nas quatro rodas. Recebeu um facelift no modelo 2020, aproximando seu visual dos irmãos maiores.

O interior é moderno, com volante reduzido e central multimídia com tela de 7 polegadas e conexões Android Auto e Apple CarPlay.

A direção do 2008 PcD é elétrica e ele conta com piloto automático. Seu porta-malas, apesar de ser o terceiro menor da lista, com 355 litros, cabe uma cadeira de rodas montada devido ao formato.

O entre-eixos (2,54 m) é o segundo menor entre os SUVs para PcD, mas seus pontos mais fracos são a ausência de controle de estabilidade e assistente de partida em rampa.

O conjunto mecânico com motor 1.6, de até 118 cv e 16,1 kgfm, e câmbio automático de seis velocidades é razoável e o peso potência melhor que a média. O 2008 PcD é um carro para quem dá valor à segurança e um interior descolado.

CITROËN C4 CACTUS PCD

Foto: Citroën/ Divulgação
Foto: Citroën/ Divulgação

É o que tem visual mais moderno e bom espaço interno graças ao entre-eixos de 2,60 m. Sua direção é elétrica e é bem gostoso de dirigir, tem baixo ruído interno e rodar macio.

Entre os itens de série destaque para a central multimídia com tela de 7 polegadas com conexões Android Auto e Apple CarPlay, câmera de ré, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e ar-condicionado digital.

O Cactus PcD não vem com o piloto automático, nem volante multifuncional, mas seu ponto mais fraco é o porta-malas. É o menor do segmento ao lado do Renegade, com 320 litros, e não comporta uma cadeira montada. A base da tampa é baixa, sendo necessário levantar muito qualquer bagagem que for adicionada.

É um carro moderno e com interior agradável, bom para quem não precisa se preocupar muito com bagagem.

CAOA CHERY TIGGO 2 PCD

Foto: Caoa Chery/ Divulgação
Foto: Caoa Chery/ Divulgação

Último SUV para PcD da lista, o Caoa Chery Tiggo 2 oferece um pacote de itens de série razoável por um valor bem atrativo.

Tem central multimídia com tela de 7 polegadas, câmera de ré, monitoramento de pressão dos pneus, volante multifuncional revestido em couro, piloto automático, rodas de liga aro 16, freio a disco nas quatro rodas e luz diurna (DRL).

O preço fica abaixo dos R$ 50 mil com as isenções. Porém, não tem controle de estabilidade nem assistente de partida em rampa. A direção é hidráulica e o câmbio, automático de quatro marchas, sendo seu maior ponto fraco.

O motor 1.5 rende apenas 115 cv, apresentando a pior relação peso/potência do segmento.

Seu porta-malas carrega 420 litros e cabe uma cadeira montada, mas tem o mesmo problema do Cactus: base alta da tampa, o que dificulta colocar uma cadeira.

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