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Lançamento

Punto T-Jet vai além da maquiagem

Novidade da Fiat resgata o conceito original do compacto esportivo ao oferecer motor 1.4 turbo, capaz de gerar 152 cv de potência e velocidade máxima de 203 km/h

Visual invocado: faróis com máscaras negras e rodas de cinco raios duplos de 17” que vieram do Punto Abarth europeu | Fotos: Divulgação/Fiat
Visual invocado: faróis com máscaras negras e rodas de cinco raios duplos de 17” que vieram do Punto Abarth europeu (Foto: Fotos: Divulgação/Fiat)

Faz muito tempo que o segmento de compacto esportivo no Brasil se resume a maquiar um determinado modelo com acessórios que remetem à velocidade e a dar uma leve apimentada no motor. É o caso do Chevrolet Corsa SS (114 cv), Volkswagen Polo GT (120 cv) e Fiat Palio 1.8R (115 cv), para citar alguns.

Faltava no mercado um esportivo na sua essência, com um propulsor nervoso e que fizesse juz ao visual agressivo. A Fiat tratou de preencher essa lacuna com o Punto T-Jet. O motor 1.4 16V turbo a gasolina produz 152 cv de potência, suficientes para levar o carro a 203 km/h de velocidade máxima e satisfazer aqueles que buscam alta performance.

O Punto Turbo – como certamente ficará conhecido chega para ser o top de linha da família, que possui uma versão maquiada, a 1.8 Sporting flex (115 cv). O preço sugerido a partir de R$ 59,5 mil (tabela em fevereiro de 2016 já está em R$ 70.560 ) pode parecer alto para um carro pequeno, mas se mostra competitivo quando se fala em itens de série e desempenho.

Motor 1.4 T-Jet mostra toda a sua força a partir da terceira marcha |

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Motor 1.4 T-Jet mostra toda a sua força a partir da terceira marcha

A porção central do painel vem pintada na cor do carro |

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A porção central do painel vem pintada na cor do carro

O quadro de instrumentos traz indicação da pressão do turbo |

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O quadro de instrumentos traz indicação da pressão do turbo

Confira a ficha técnica do veículo |

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Confira a ficha técnica do veículo

A novidade ganhou inspiração no Punto Abarth europeu. O visual realmente é invocado. Os faróis têm máscaras negras e as lanternas trazem bordas escurecidas. As laterais receberam molduras sobre as caixas de roda e saias laterais.

Na traseira destacam-se o novo para-choque com sensor de estacionamento, cuja parte inferior possui desenho que imita um extrator de ar; o escapamento com dupla saída; e o defletor em duas cores. As rodas são de cinco raios duplos de 17" com pneus 205/50.

O interior também é diferenciado e com um detalhe exclusivo: a porção central do painel vem pintada na cor do carro, lembrando um esportivo da marca da década de 90: o Fiat Coupé. Chama atenção ainda o revestimento em couro com costura em cinza no volante, na manopla do câmbio e nos puxadores das portas.

Os bancos são revestidos em pele animal, com formato de concha e o logo da versão bordado nos encostos. Para completar o toque esportivo, as pedaleiras são de alumínio e os grafismos do painel de instrumentos têm escala dupla para velocímetro e conta-giros, além de indicar a pressão do turbo.

De série, o T-Jet é bem completo, oferecendo, entre outros itens, comandos de áudio e telefone no volante; computador de bordo, piloto automático, airbag duplo, freios ABS e CD-Player com bluetooth e entrada USB. Já a lista de opcionais inclui teto solar Sky Dome (que abrange 70% da área do teto), GPS integrado ao painel, faróis e limpador de parabrisa com acionamento automático, sensor de chuva e airbags laterais e de cortina.

Dupla identidade do motor

Durante a avaliação feita em Belo Horizonte (MG), num trajeto de 50 quilômetros em rodovia, a reportagem percebeu que o T-Jet revela uma dupla identidade do motor. Até a terceira marcha, ele se comporta como um propulsor de baixa cilindrada, trabalhando mais devagar entre 1.000 e 2.000 giros. ]

É necessário pisar com mais ímpeto para obter uma resposta satisfatória. A partir da terceira é que a turbina e o intercooler mostram o desempenho de um esportivo. O velocímetro passa fácil dos 100 km/h ainda em terceira.

Faz falta, porém, um ronco mais grave do motor, característica marcante do turbo, que irá decepcionar o consumidor mais exigente. O conjunto de câmbio recebeu um ajuste especial, bem como a suspensão (dianteira 17% mais rígida, com a traseira 8% mais solta).

No asfalto, foi possível notar essa diferença. O carro passou sem sobressaltos por imperfeições e até com suavidade por obstáculos. Nas curvas, o esportivo transmitiu segurança ao continuar preso ao solo mesmo em velocidade maiores. E, no momento de parar, os freios ABS com distribuição eletrônica da força de frenagem (EBD) seguraram o veículo se qualquer trepidação no pedal.

O jornalista viajou a convite da Fiat.

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