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Após saída do PSL, Livres define que se manterá como grupo político suprapartidário

Pré-candidatos do movimento liberal Livres durante anúncio à imprensa em São Paulo (Foto: Livres/Divulgação)
Pré-candidatos do movimento liberal Livres durante anúncio à imprensa em São Paulo (Foto: Livres/Divulgação)

O Livres, movimento liberal que abandonou o PSL no começo de janeiro após acordos do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com a legenda, definiu que se organizará como “associação política” e deixará que seus pré-candidatos escolham por qual partido querem concorrer em 2018. O objetivo do grupo é lançar ao menos 30 candidatos nas eleições.

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Segundo o presidente interino do movimento, Paulo Gontijo, embora o grupo esteja em diálogo com PPS, Novo, Podemos e Rede, os candidatos definirão suas legendas respeitando “as características locais” de cada estado. “O acordo é que tenhamos independência para defender os nossos valores em siglas que deem espaços para nossas propostas”, afirmou Gontijo à imprensa.

Na nova fase, o Livres pretende buscar financiamento de empresas e pessoas físicas para “atuar no engajamento cívico e na formulação de políticas públicas”. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (22), em São Paulo, em espaço cedido pelo RenovaBR — movimento de renovação política financiado por empresários que apoia 14 integrantes do Livres em um projeto para “bolsistas-candidatos”.

Dirigentes do grupo, que chegaram a criar um formulário de desfiliação para “evitar o constrangimento” de que o movimento fosse associado à figura de Bolsonaro, comemoraram a saída do PSL. De acordo com Gontijo, desde o anúncio de que deixaria a legenda, o Livres aumentou o número de integrantes e ganhou representação nos cinco estados onde não tinha filiados.

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