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O que a Finlândia pode nos ensinar?

No Seminário Internacional sobre o Sistema de Educação da Finlândia, que aconteceu no último dia 23 em São Paulo, uma comitiva do Ministério da Educação finlandês apresentou o sistema que ocupa as melhores posições nas avaliações mundiais da área, como o PISA e o Índice de Educação Global, da Organização das Nações Unidas. A equipe da Gente de Bem esteve presente no evento trazendo reflexões sobre algumas diferenças entre nossos países.

A primeira diferença marcante é a valorização do professor pela sociedade. Embora a remuneração desses profissionais não seja a melhor do país essa é uma das profissões mais concorridas, sendo que apenas 10% dos candidatos a formações docentes conseguem ingressar nos cursos superiores da área. A preparação para a docência tem foco na arte de educar, incluindo uma intensa carga horária de prática e monitoria de profissionais mais experientes, fazendo com que o educador esteja seguro e preparado para seu ofício mesmo quando recém-formado. A confiança que a formação docente foi eficaz resulta em pouco controle sobre o professor, que tem liberdade para atuar com seus alunos sem seguir os planejamentos rígidos impostos pelos dirigentes educacionais. “Nós demos o preparo e, agora, temos de confiar neles”, explica a diretora do Ministério da Educação e Cultura do país, Jaana Palojärvi.

Na Finlândia a educação é vista como uma das principais estratégias para combate às diferenças sociais. Noventa e oito por centro das instituições de ensino são públicas, as poucas escolas particulares são subsidiadas pelo governo e as diferenças de qualidade existentes entre elas são as menores do mundo. Para eles a educação tem de ser igual e gratuita a todos, sendo um princípio de igualdade que equaliza oportunidades. Na equipe das escolas existem psicólogos e assistentes sociais e os alunos com maiores dificuldades são os que recebem mais cuidados.

O sucesso desse sistema não se limita aos índices educacionais, visto que o país também está nas primeiras posições em índices de inovação, qualidade de vida e sustentabilidade, mas nem sempre foi assim. O país, que viveu guerras e um processo de industrialização tardio, fez sua revolução educacional na década de 1970. Investindo apenas 6,8% do seu PIB, o que comprova que mais do que recursos financeiros é preciso investir em qualidade e eficiência.

Desejamos que, depois da copa e das olimpíadas, nossas prioridades mudem e que a atenção seja voltada para aquilo que realmente transformará o Brasil. Vamos seguir o exemplo dos finlandeses, eles são bons professores.

Confira aqui um interessante vídeo no youtube sobre a educação da Finlândia

>> Este artigo foi escrito pela equipe da Associação Gente de Bem, instituição que desenvolve programas de educação integral transformadora para adolescentes, professores e famílias.

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