Bar do Celso

4 tendências da cerveja brasileira

O mercado das cervejas artesanais tem dois novos destaques: os sabores herbais e os blends

por Luis Celso Jr. Publicado em 08/04/2015 às 22h
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Foram mais de 600 rótulos lançados no Festival Brasileiro da Cerveja. Foto: Divulgação

Foram mais de 600 rótulos lançados no Festival Brasileiro da Cerveja. Foto: Divulgação

A cerveja artesanal brasileira está crescendo muito, em quantidade, qualidade e variedade. Mas entre tantos sabores, estilos e formas de se fazer, quais são as direções que a nossa querida bebida deve tomar nos próximos anos? Um boa forma de medir isso é pelas novidades lançadas. E foram muitas no Festival Brasileiro da Cerveja, que aconteceu em março, em Blumenau (SC), e reuniu cerca de 35 mil pessoas e mais de 600 rótulos. E as cervejarias não desapontaram, usando e abusando da criatividade.

As cervejas ácidas se consolidaram como uma das grandes tendência em 2015. Muitas das novidades mais interessantes eram Sour Beers de vários cantos do país, com destaque especial para reproduções do estilo Berliner Weisse, típico da capital alemã – o estande da Morada Cia Etília, de Curitiba, se destacou muito nesse sentido. No entanto, a maioria delas foi feita em pequenos lotes para o evento e poucas devem chegar ao mercado em garrafa. Duas delas são a Tupiniquim Ich Bin Ein Berliner, nas versões com e sem maracujá, e a Invicta Transatlântica Brett, uma Sour maturada com cajá.

E se as Fruit Beers foram febre em 2014, principalmente com ingredientes locais, agora são as herbais que se destacam. A Cerveja do Ano 2015, a Seasons BasiliCow, é uma delas, que usa uma Witbier como base e é adicionado manjericão. Além disso, a mineira Wäls estreou a sua Saison d’Alliance, que leva sálvia, gengibre e hortelã e a Karavelle lançou sua Summer Wit – Lemon & Pepper, com manjericão tailandês, pimenta sichuan e limão Kaffir.

Outra tendência nova são os blends, ou misturas de cervejas já prontas para gerar novos sabores, assim como os cortes de vinhos. A curitibana Bodebrown apresentou sua Blend of Ales, que mistura 45% de Wee Heavy, 45% de Monfort Rye IPA e 10% de Imperial Stout. Já a Way Beer trouxe um corte de cervejas ácidas com frutas (mirtilo, framboesa e morango) envelhecido em madeira e um blend das suas Black e Blond Barley Wines, também maturado em barril.

E falando em madeira, as cervejas maturadas e envelhecidas em barris se espalharam por todo o festival. Assim como as Sours, poucas devem ser engarrafadas. Dama Bier Reserva 05 é uma delas. Uma Strong Dark Ale maturada em barris de carvalho francês que foram usados em diferentes bebidas e “blendada” no final com uma grande parte envelhecida em Amburana. Outra opção interessante é a Bodebrown Atomga Cherry Wood Aged, uma Imperial Stout maturada em carvalho e adicionada de cerejas frescas.

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