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Opinião

O “senhor” bolinho de siri do Caiçara pode ser servido no pão ou no prato

Os colunistas da Baixa Gastronomia Rafael Moro Martins e Guilherme Caldas indicam restaurante inspirado na culinária do litoral

por Rafael Martins e Guilherme Caldas Publicado em 13/06/2018 às 09h
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Um senhor bolinho de siri!

Instalada no Largo da Ordem, num casarão construído na década de 1870, A Caiçara é uma restaurante que serve pratos saborosos inspirados na culinária do litoral a preços bem razoáveis. Mas não só. Com um insuspeito e amplo quintal, com mesas à sombra de árvores, se tornou um local de shows intimistas e rodas de samba.

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Foto: Daniela Carvalho

Nessas horas, a casa parece mesmo é um botequim dos bons. Mas a freguesia andava reclamando da falta de um sanduíche, para ser comido em pé, entre goles de cerveja, nos dias de música.
“Um dia, veio a ideia de oferecermos um pão com bolinho. E foi aí que nos tocamos de que já tínhamos um bolinho no cardápio”, contou o músico e jornalista Heitor Humberto, um dos sócios da casa. Um senhor bolinho, aliás. De siri.

Oferecido como entrada desde a abertura da casa, em 2017, o bolinho de siri não demorou para se tornar um dos acepipes mais elogiados do cardápio. “Leva carne de siri, banana da terra, farinha de mandioca e alguns temperos. É uma receita bem caiçara”, explicou Freddy Ferreira, chef da cozinha e criador da iguaria.

No sanduíche, o bolinho vai acompanhado de tomate, picles, cebola roxa e maionese caseira num pão d’água. A Equipe Baixa Gastronomia (EBG) recomenda ambos. De preferência, numa mesa no quintal.

Preço: Bolinho de siri a R$ 14,80; Pão com bolinho de siri a R$ 19,80.

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Foto: Fernando Zequinão

Uma das cozinhas indianas preferidas da EBG, o Tuk-Tuk surgiu como um balcão na garagem da casa do chefe de cozinha Yuri Ogurtsova. O freguês ligava, pedia e ia buscar. Mas, na hora do almoço, o pessoal resolvia comer ali mesmo, Yuri arrumou umas mesas, e a coisa cresceu a tal ponto que hoje a casa toda é um restaurante – e ele alugou outra ali perto, para morar. O problema é que, com isso, o Tuk-Tuk deixou de atender à noite.

Faz algumas semanas, porém, que a coisa mudou. Após o horário do almoço, que se encerra às 15 horas, o Tuk-Tuk segue aberto, com os pratos do dia, salgados e chás típicos no cardápio. A partir das 18 horas, há um bufê de sopas indianas e tailandesas, mas também dá para pedir algumas opções de curries. Ou, como tempos atrás, ligar, pedir e passar buscar.

Serviço: Terça a sábado, 11 às 15 horas (almoço), 15 às 18 horas (pratos do dia, sobremesas e salgados) e 18h às 20h30 (sopas, pratos, entradas e sobremesas).

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