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Festival de Teatro

Veja o que rolou no Gastronomix

Alex Atala foi a atração principal e mobilizou uma multidão de pessoas para assistir a sua palestra. Chefs de seis estados serviram pratos degustação

por Andrea Torrente Publicado em 28/03/2015 às 15h
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O evento conta mais de 30 barracas, mesas, cadeiras e tendas. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O evento contou mais de 30 barracas, mesas, cadeiras e tendas. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Além de apaixonados por arte, o Museu Oscar Niemeyer recebeu neste fim de semana os amantes da boa cozinha. O Gastronomix trouxe para a área externa do museu mais de 30 barracas que serviram especialidades das mais variadas culinárias: italiana, francesa, baiana e parananese, entre outras.  O evento foi paralelo ao Festival de Teatro. No sábado (28), o premiado chef Alex Atala, dos restaurantes D.O.M. e Dalva e Dito, em São Paulo, foi uma das grandes atrações.

atala

Centenas de pessoas assistiram à palestra do top chef, que teve como foco a valorização da culinária brasileira e dos ingredientes locais. “Porque Itália, França, Espanha e Japão, só para citar alguns países, têm uma gastronomia tão forte? Porque eles têm orgulho da própria comida e uma cadeia alimentar bem estrurada. Nós brasileiros também temos que seguir esse caminho”, afirmou. Para chegar lá, Atala definiu os trilhos: “Para ter uma comida melhor, precisamos de um meio ambiente melhor. Daí a importância de ter uma gastronomia responsável. Outra coisa importantíssima é educar nossas crianças: precisamos ensinar para eles o que são os alimentos. O que é leite? O que é polvilho? O que é tapioca? O que é um fogão à lenha”.

O chef paulistano falou também sobre o Instituto Atá, a entidade que busca valorizar a culinária responsável, e seus projetos. Atala disse que pretende coletar um milhão de assinaturas em apoio ao projeto “Eu como cultura”, que procura tornar a gastronomia um elemento da cultura brasileira. Em conversa com o Bom Gourmet, o top chef elogiou o trabalho de alguns chefs curitibanos como Celso Freire e Manu Buffara, a qual já foi convidada em algumas ocasiões para cozinhar com ele. “Ela é certamente uma estrela, mas não está sozinha”, comentou. Sobre a recente premiação do guia Michelin que avaliou com duas estrelas o restaurante D.O.M., ele disse estar “muito feliz”. “Esperávamos uma boa performance do D.O.M., mas a grande surpresa foi a estrela conquistada pelo Dalva e Dito”, completou.

Cardápios variados e palestras

Além de Atala, a programação contemplou também palestras sobre cervejas artesanais, gastronomia responsável e cafés.

Barreado do Armazém Romanus. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Barreado do Armazém Romanus. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O cardápio contou com receitas típicas do Paraná, como o barreado servido na barraca do Armazém Romanus, e de outas regiões do país como o arroz de camarão com açafrão da terra e castanha de caju, preparado pelo chef Ivan Lopes, do Mukeka. Os restaurantes de Curitiba trouxeram o que de melhor há no menu. As opções foram de entrada a prato principal e sobremesa. O premiado chef Ivo Lopes levou para a feira uma das receitas que fazem sucesso no La Varenne: cassoulet de frutos do mar com lentilha verde. O Amore Bio, casa especializada na comida orgânica, serviu uma salada com mix de folhas, couve flor, tomate, repolho e morango. Todos os ingredientes são cultivados na chácara Irmãos Green, em Colombo. A Del Borgo trouxe para a feira um food truck equipado com um forno à lenha para preparar a pizza Napoli, com tomate, muçarela, manjericão e pamesão.

Chefs de outros estados

Além dos chefs locais, o evento, que teve curadoria do chef Celso Freire, apresentou especialidades de outros estados. Wanderson Medeiros, chef e proprietário do restaurante Picuí, em Maceió, serviu baião de dois com carne de sol na nata. Kátia Barbosa, chef dos restaurantes Aconchego Carioca e do bar Comedoria, no Rio de Janeiro, trouxe cerca de 3mil unidades de seu famoso bolinho de feijoada. Edinho Engel (MG), dono do restaurante Manacá, mostrou uma de suas especialidades com frutos do mar: moqueca de peixe. Beth Beltrão (MG), chef e proprietária do Virada’s do Largo, se disse “impressionada com a competência na organização”. Ela serviu 300 kg de costelinha de porco com ora-pro-nóbis.

Laís Duo

Laís Duo, , chef do restaurante Via Emilia Piadineria, serviu um lanche típico da Itália: piadina (pão rústico) recheada com linguiça Blumenau, coalhada seca, tomate ralado e coentro Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O chef Ivo Lopes, do La Varenne, serve um cassoulet de frutos do mar. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

O chef Ivo Lopes, do La Varenne, serviu cassoulet de frutos do mar. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

 

Bolinho de feijoada, da chef Katia Babosa, do restaurante Aconchego Carioca. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

 

Beth Beltrão (MG), chef e proprietária do Virada’s do Largo, vai servir 300 kg de costelinha de porco com ora-pro-nóbis

Beth Beltrão (MG), chef e proprietária do Virada’s do Largo, serviu 300 kg de costelinha de porco com ora-pro-nóbis. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

 

Wanderson Medeiros, chef e proprietário do restaurante Picuí, em Maceió, serve baião de dois com carne de sol na nata. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Wanderson Medeiros, chef e proprietário do restaurante Picuí, em Maceió, apresentou o baião de dois com carne de sol na nata. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

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