Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
pix trpcp
Entre as operações permitidas está o saque em espécie do troco em pagamentos eletrônicos.| Foto: Bigstock

Começaram a valer nesta segunda (29) duas novas modalidades ligadas ao Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central no ano passado e que conta com mais de 112 milhões de usuários.

O primeiro, o Pix Saque, permite que as pessoas façam saques de dinheiro em espécie em qualquer estabelecimento comercial cadastrado no sistema, como se fosse um caixa eletrônico. Já o segundo, o Pix Troco, é semelhante ao anterior, em que a pessoa pode pagar a mais por uma compra feita com Pix e receber a diferença em espécie.

De acordo com o Banco Central, cada estabelecimento tem a liberdade para decidir se passa a oferecer as duas modalidades ou não aos clientes.

A vantagem, segundo Thiago Silva Garcia, superintendente de produtos e serviços à pessoa jurídica do Tribanco, é que o empresário passa a ter uma fonte a mais de receita – em qualquer ramo de atuação do varejo.

“O varejista vai receber uma taxa a cada transação feita pelos clientes, que será paga pela instituição financeira. É um serviço a mais para oferecer aos clientes”, explica.

Segundo a resolução do Banco Central, a taxa repassada aos estabelecimentos será de R$ 0,25 a R$ 0,95 por operação. Ou seja, de acordo com o superintendente, é um atrativo a mais para conquistar e fidelizar clientes no restaurante ou lanchonete.

Ainda segundo o Banco Central, será também uma forma de diminuir os custos com “gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos”.

No caixa

A tarifa a ser recebida pelos estabelecimentos vai depender da negociação feita com a a instituição financeira de relacionamento. Segundo Thiago Silva Garcia, este será um serviço incluído nos pacotes de operações oferecidos pelas instituições financeiras.

“A gente tem que ver como o mercado vai se comportar à medida que a função for sendo implementada. A tendência é que faça parte de algum pacote em uma negociação mais ampla com o varejo”, afirma.

Ainda de acordo com o superintendente de produtos e serviços à pessoa jurídica do Tribanco, a expectativa é de que os sistemas de gestão e PDV dos estabelecimentos sejam atualizados em breve para oferecerem estas novas modalidades do Pix.

Para Garcia, a parte mais complicada de implantação do método de pagamentos já foi feita ao longo do ano passado. Agora, a disponibilização do serviço tende a ser mais rápida para os estabelecimentos.

Limites

Segundo a resolução do Banco Central, os clientes poderão solicitar no máximo R$ 500 durante o dia e R$ 100 no período noturno (das 20h às 6h).

Embora sejam fixados estes limites, cada estabelecimento tem a liberdade de diminuir estes valores e aceitar as transações de acordo com a quantidade de dinheiro em espécie disponível no caixa.

“Essa é uma decisão do varejo, é ele quem decide se aceita ou não realizar aquela transação”, diz.

Se para os restaurantes não há cobrança de qualquer taxa, para os clientes há um limite de oito operações isentas de tarifas. Ou até menos, já que o Banco Central permite às instituições financeiras incluírem saques de conta corrente na franquia de gratuidade.

Futuro do Pix

Além do Pix Saque e Pix Troco, o Banco Central estuda novas modalidades de serviço, como o Pix Cobrança e o Pix Garantido. O primeiro vai funcionar como um boleto, com data de vencimento, limite, cobrança de juros, etc; e o segundo para o parcelamento de compras semelhante ao cartão de crédito.

Ainda não há data para a implantação destes novos serviços.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]