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Café Perfetto lança linha 100% arábica

Produzido no Norte do Paraná e torrado em Curitiba, o café é vendido nas versões moído e em grãos com quatro tipos de torras: média clara, média, média escura e escura

por Andrea Torrente Publicado em 23/08/2015 às 22h
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café perfetto divulgação

Linha 100% arábica da Café Perfetto é vendida em quatro tipos de torras. Foto: Divulgação.

Cultivado no Norte do Paraná e torrado em Curitiba, o Café Perfetto lançou no mercado curitibano a linha de café 100% arábica com quatro tipos de torras: média clara, média, média escura e escura. A empresa existe desde 2007, mas acaba de passar por um processo de reformulação de torras e embalagens e a comercialização, que antes ocorria só em bares e restaurantes, agora chegou ao varejo. O café é vendido em embalagens de 250 g, 500 g e 1 kg e o preço sugerido é de R$ 15 (250 g).

O cultivo e o beneficiamento do café são realizados na Fazenda Pilar, em Cornélio Procópio, no limite entre o Norte e o Norte Pioneiro do Paraná, principal região cafeeira do estado. A torra é feita por Caroline Queiroz, mestre de torra, barista e sócia-proprietária da marca, em pequenos lotes para garantir a qualidade artesanal do processo. “Outro diferencial é manter o café o mais fresco possível. Por isso, nossas torras são de no máximo dez dias para entrega”, explica a empresária.

Tipos de torra

Cada tipo de torra serve para exaltar algumas características do café e conferir novos atributos à bebida. Segundo a barista, a torra média clara (15 a 16 minutos de torra), exalta a suavidade do café que fica menos aromático, porém menos amargo. A torra média (em torno de 17 minutos) deixa o café equilibrado e acentua o aroma: o processo é indicado principalmente para máquinas de café espresso. A torra média escura (18 minutos) deixa o café um pouco mais amargo e aromático, mais forte que o tradicional. A torra escura (19 minutos) solta os óleos naturais do grão e transforma o café em super forte, com sabor acentuado.

Produção

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A fazenda Pilar, em Cornélio Procópio, investiu pesado para melhorar a qualidade do café e dobrar a produção até 2019. Foto: Rodrigo Félix Leal/Divulgação.

Com 116 anos de história e uma produção de café que remonta pelo menos a 1929, a Fazenda Pilar nos últimos anos investiu pesado para melhorar a qualidade do cultivo e do beneficiamento, o processo que tira as impurezas, descasca o fruto e separa os grãos por tamanho e peso. A empresa é uma das poucas no Brasil a realizar o ciclo completo, já que na maioria dos casos o beneficiamento é feito fora da fazenda.

“O café do Paraná ficou marcado no mundo pela péssima qualidade, mas de uns dez anos para cá surgiu um movimento para resgatar a cafeicultura apostando na qualidade”, afirma Marco Antonio Cravo, gerente de desenvolvimento da Pilar. Até a geada negra, o Paraná foi um dos maiores produtores de ouro verde do mundo. Mas toda a produção era vendida como café commodity. Hoje, fazendeiros da região tentam quebrar o paradigma.

“A tarefa não é fácil por causa das condições climáticas desfavoráveis. As chuvas são mal distribuídas e isso prejudica a lavoura, enquanto a umidade do nosso inverno é ruim para a secagem dos grãos que mofam com maior facilidade”, explica o fazendeiro. O projeto de remodelação da fazenda começou na década de 2000 e vai terminar em 2017 com melhoras no sistema de plantio, colheita e manejo. Um dos investimentos mais elevados (o valor não foi revelado) contemplou a implantação do sistema de irrigação para levar água na lavoura. “Vai demorar alguns anos para termos noção de como será afetada a qualidade, até agora temos vistos que as plantas novas crescem mais rapida e fortemente e as velhas duram mais”, explica Cravo.

Atualmente a produção é de 4 a 5 mil sacas de café por ano, mas com a expansão da superfície de cultivo até 300 hectares (hoje está em 105 ha) o objetivo é elevá-la em 10-12 mil sacas por ano até 2019. Atualmente cerca de 25% do café produzido é vendido como especial – segundo a SCAA – Specialty Coffee Association of America, é o que atinge pelo menos a pontuação de 80 numa escala até 100 –, enquanto o restante vira commodity para a grande indústria. De acordo com o empresário, a maior parte do café especial é vendida na Europa, Estados Unidos e Japão e só uma pequena porcentagem fica no Paraná e no Brasil. “Ainda não temos um mercado nacional para absorver toda a nossa produção, só uma pequena parte é vendida nas nossas cafeterias e mercados”, diz Cravo.

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Serviço

Armazém, Rua Brasílio Itiberê 4412, Água Verde – (41) 3018-0267.
Casa Fiesta
Brioche, Rua Augusto Stresser, 839, Juvevê – (41) 3053-5251 / Rua Silva Jardim, 2332, Água Verde – (41) 3022-1166.
Panficadoras Panetelli, Rua Antônio Escorsin 1324, Santa Felicidade – (41) 3273-1570.
Confeitaria Rochelle, Rua Augusto Stresser, 80, Alto da Glória – (41) 3360-5725.
Okura Panificadora, Rua Marechal Mallet, 671, Juvevê – (41) 3254-7185.

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