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Baixa Gastronomia

A melhor batata frita da cidade

por Rafael Martins e Guilherme Caldas Publicado em 10/07/2014 às 03h
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Batata frita!

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Se tem uma coisa que estes colunistas adoram desde criança, é batata frita. Não somos os únicos, é claro. Mas somos loucos pela guarnição à moda caseira, com as batatas de verdade descascadas e cortadas pouco antes de mergulharem na gordura fervente. Ou seja, do tipo que anda raro na cidade. Hoje em dia, a maior parte das casas aderiu à muito mais prática congelada e pré-cozida. Felizmente, tal qual a aldeia gaulesa de Asterix, há cozinhas que jamais se entregam. Umas semanas atrás, botamos uma pesquisa no blog e em nossa página no Facebook perguntando quais as melhores (verdadeiras) batatas fritas de Curitiba.

As respostas foram muitas. E, melhor ainda, apontaram vários lugares cujas fritas nunca provamos. Caso duma lanchonete na esquina da Ébano Pereira com a Cândido Lopes, que vende a porção a menos de dez lascas. Até de fritas em Morretes recebemos indicações (e pretendemos provar). Mas nossas favoritas também foram lembradas. Como as do Bar do Alemão, no Largo da Ordem, que chegam à mesa fritas no ponto certo (crocantes, mas macias por dentro, e jamais encharcadas) em porções fartas. As da querida Churrascaria do Darci, que lembram as da infância. E, principalmente, as do Bar Palácio, em seu corte único – uma espécie de cubo de batata vazado no centro. Na verdade, trata-se do que sobra do corte das bolinhas usadas para a batata grisé. Elas acompanham várias das tradicionalíssimas opções de mignon do bar. Mas podem vir à mesa sozinhas, basta pedir ao garçon. Nós recomendamos!

Onde: Rua André de Barros, 500, Centro – (41) 3222-3626.

Atende: De segunda a quinta das 19h à 1h30; sexta e sábado das 19 às 3 horas.

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Um matambre de respeito

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

O quarentão Tartaruga é mais conhecido pela fartura de sua alcatra (o corte, que serve quatro pessoas e chega a mesa sempre a transbordar da travessa, merece o carinhoso apelido de “orelha de elefante”), o clima de botequim e o fato de ser quase um posto avançado atleticano a poucas quadras do Couto Pereira. Mas o que recomenda mesmo uma visita é o matambre da casa. A capa de costela recheada e assada lentamente chega à mesa quase derretendo. É servida apenas de segunda à sexta, à noite.

Onde: Rua Itupava, 828, Alto da XV – (41) 3262-0301.

Atende: De segunda a sexta das 11 às 14 horas (bufê a quilo), e das 17h30 às 23 horas. Aos sábados, das 11 às 15 horas.

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Rafael Martins, jornalista e guitarrista de bandas como Wandula e Cacique Revenge.

rafaelmmartins@gmail.com

Guilherme Caldas, um quadrinista que trabalha com publicidade sem ser publicitário.

guilherme@candyland.com.br

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