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Maior feira de vinhos do mundo chega ao Brasil com 300 vinícolas e marcas

  • 05/02/2020 15:06
Feira vinhos
Criada na Alemanha há 25 anos, a ProWein se tornou a maior feira de vinhos do mundo.| Foto: ProWein/divulgação

Com cerca de 300 vinícolas e marcas de 25 países, a maior feira de vinhos do mundo desembarca no Brasil entre os dias 20 e 22 de outubro, em São Paulo. Promovida pela empresa alemã Messe Düsseldorf, a ProWine chega ao país como uma etapa da ProWein, rede mundial de feiras com filiais em Düsseldorf, Singapura, Shangai e Hong Kong. No Brasil ela substitui a Expovinis, evento do setor vitivinícola que chegou a ser considerado o mais importante da América Latina por 21 anos, até ser descontinuado em 2017.

A edição brasileira da ProWine terá em torno de 110 expositores e a expectativa de receber cerca de quatro mil visitantes durante os três dias de evento. O objetivo da feira é promover não apenas os negócios entre os participantes, mas também o relacionamento e a troca de experiências que ajudem o mercado brasileiro de vinhos a crescer e se profissionalizar.

“A feira tem três pilares de atuação, promovendo os negócios comerciais entre as marcas e vinícolas com os importadores, sommeliers e donos de adegas e restaurantes; o conhecimento, com o compartilhamento de experiências dos participantes em fóruns e debates; e o relacionamento da indústria com o mercado, seja entre concorrentes ou mesmo futuros parceiros comerciais”, explica Rico Azeredo, diretor da ProWine no Brasil.

De acordo com o diretor, a Messe Düsseldorf chegou a estudar a compra da Expovinis, mas não avançou na negociação por questões mercadológicas da época. No ano passado, Azeredo organizou uma nova feira que chamou a atenção dos alemães e os convenceu a investir aqui. A ideia da multinacional é transformar a ProWine São Paulo no principal evento do setor na América Latina, como o centro de negócios de vinhos no continente.

Vinhos do mundo

Vinhos do mundo
A etapa brasileira da ProWine terá vinícolas e marcas de 180 países. ProWein/divulgação| ProWein/divulgação

Por ser uma filial de feiras já existentes no exterior, a ProWine São Paulo terá expositores de vinícolas de países pouco conhecidos pela produção de vinhos -- como Bolívia, Áustria e Israel, além de variedades de altitude. A ideia é mostrar aos importadores e sommeliers brasileiros que é possível oferecer rótulos de outras origens além das tradicionais, e que os consumidores estão prontos para conhecê-los.

“Os brasileiros são muito curiosos em conhecer coisas novas, e ter opções de vinhos de países menos tradicionais também não pesa tanto no orçamento do restaurante. Israel, por exemplo, tem um acordo com o Brasil que faz uma tributação diferenciada, o que possibilita trazer rótulos mais em conta”, analisa o diretor da ProWine no Brasil, ressaltando que metade dos vinhos importados pelos países da América Latina são consumidos aqui.

Além dos vinhos, a feira também abrirá as portas para outros tipos de destilados derivados de uvas ou que podem ser harmonizados em coquetéis ou entre uma taça e outra, como a graça, a cachaça, o gin e vermute. Os drinks feitos com vinhos também terão destaque no evento. Alimentos como queijos e frios não serão permitidos na feira, embora combinem com o consumo de vinho. “A ideia é ser uma feira apenas de bebidas”, esclarece Azeredo.

Debates

A ProWine São Paulo terá uma ampla programação de cursos, palestras e debates sobre o mercado de vinhos no mundo e como os produtores brasileiros podem se profissionalizar para concorrer com rótulos importados de países tradicionais, como Argentina, Chile, França e Espanha. Um dos destaques será a questão tributária, que afeta a venda da bebida tanto entre os estados do país como a concorrência com os importados.

“Uma das maiores dúvidas do mercado é como a reforma tributária discutida pelo governo federal vai afetar a venda de vinhos, se vai diminuir ou aumentar as alíquotas, e mesmo as diferentes normas dentro do país mesmo. E isso é ligado ao consumo do vinho nacional, em como ele pode se tornar mais conhecido e com melhor qualidade para concorrer com a preferência dos importados”, explica Rico Azeredo.

Outro painel será sobre como a legalização da maconha em outros países afeta o consumo de vinhos. De acordo com o organizador da feira no Brasil, há lugares em que o mercado teve uma retração após a lei ser aprovada – e em outros, os empresários viram novas oportunidades de negócios como harmonizações.

Reaprender a beber

Reeducação de consumo
As inscrições para a feira passarão por uma triagem antes de serem confirmadas. ProWein/divulgação| ProWein/divulgação

A forma como o brasileiro bebe vinho também será discutida na ProWine São Paulo, a começar pelo próprio formato da feira. Diferente de outros eventos semelhantes, os frequentadores não vão receber uma taça ao entrar na feira, mas terão de iniciar um bate-papo com os próprios expositores antes de degustar os rótulos oferecidos. E, ainda assim, as provas cedidas serão mínimas, apenas para conhecer os vinhos expostos.

“Essa é uma questão cultural que realmente afeta a relevância das feiras de vinhos, em que muitas pessoas vêm apenas para experimentar sem se preocupar com o relacionamento. Para trazer a ProWine ao Brasil, tivemos que reformular todo o formato para convencer a Messe Düsseldorf a investir no evento, mostrando que a feira será diferente das outras”, explica Rico Azeredo.

Além de não oferecer uma taça na entrada, a feira também fará uma triagem nas inscrições dos visitantes. Só serão permitidos profissionais que têm alguma relação com o mercado de vinhos, como importadores, empresários e sommeliers certificados.

Inscrições

As inscrições para visitar ou participar da ProWine São Paulo serão abertas em março e são gratuitas para visitantes. Já a exposição de empresas na feira custa a partir de R$ 750 o metro quadrado. Outras informações podem ser consultadas no site do evento. Apenas profissionais do mercado de vinhos podem participar.

A ProWine São Paulo será realizada entre os dias 20 e 22 de outubro no Transamerica Expo, na Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro.

Conteúdo editado por:Talita Boros Voitch
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