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Crise

Restaurantes e bares fecham mais de 180 mil vagas de emprego formais em 2020

  • 19/02/2021 14:33
Restaurante covid
Restrições podem ter provocado, ainda, o desemprego de 1 milhão de trabalhadores informais do setor.| Foto: Bigstock

Levantamento divulgado nesta quinta (18) pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR) aponta que mais de 180 mil postos de trabalho formais nos bares e restaurantes brasileiros foram encerrados ao longo de 2020, segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foram as que mais perderam vagas, de 70.356 e 24.331, respectivamente.

O principal motivo foi o fechamento de operações que não conseguiram se manter em pé mesmo com os auxílios federais, como o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e as linhas de crédito criadas pelo Pronampe, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Mas, houve também restaurantes que continuaram abertos com uma demanda muito menor de clientes, o que provocou corte de custos principalmente na folha de pagamento.

Segundo Fernando Blower, diretor-executivo da ANR, estes são números relativos apenas às vagas formais de trabalho, com carteira registrada. No entanto, a entidade estima que os informais, que formam parte significativa do serviço dos restaurante, podem somar ainda mais vagas encerradas.

“A gente acredita que pode chegar a um milhão de trabalhadores afetados indiretamente, como o pessoal que trabalha por taxa ou temporários”, explica.

Embora os dados do Novo Caged mostrem, ainda, uma recuperação gradual do mercado, com a criação de cerca de 16 mil vagas formais no país no setor, Blower acredita que a retomada ainda será muito lenta e gradual. Para ele, o início da vacinação de idosos até a metade do ano vai tirar a pressão sobre o sistema de saúde, e assim se espera que as restrições em boa parte do país sejam flexibilizadas.

No entanto, a entidade estima que a recuperação aos níveis pré-pandêmicos vai acontecer só mesmo em 2022.

Ajuda ao setor

Como o setor ainda prevê um primeiro semestre com dificuldades, as entidades elaboraram uma lista de iniciativas para ajudar a manter as operações em pé, já que medidas como a suspensão ou redução das jornadas de trabalho e auxílio emergencial terminaram no final de 2020.

“Defendemos novas linhas de créditos, a prorrogação de lei que suspendeu contratos e reduziu jornadas por pelo menos mais um semestre, novo refis e perdão de dívidas tributárias contraídas na pandemia”, afirma Cristiano Melles, presidente da ANR.

No âmbito federal, Blower explica que é preciso estender o prazo de carência de quem conseguiu contrair empréstimos através do Pronampe, já que as parcelas começam a vencer nos próximos meses mesmo com um movimento ainda muito baixo nos bares e restaurantes brasileiros. Ele pede, ainda, uma nova rodada do programa.

A entidade também pede a renovação do programa de suspensão ou redução das jornadas de trabalho, pois muitas capitais ainda estão restringindo o atendimento presencial e a venda de bebidas nos bares e restaurantes. Em São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo, as regras seguem bastante rígidas, principalmente com horário de funcionamento reduzido e capacidade menor nos ambientes. A expectativa é de que novas medidas sejam anunciadas na próxima semana pelo governo federal.

“Já nos estados, estamos pedindo o refis (refinanciamento de tributos) para o ICMS. Todo mundo está devendo. Na semana passada, o estado do Rio de Janeiro liberou o refis, precisamos que isso aconteça no país todo”, explica Fernando Blower.

Reparação dos gastos

Além dos pedidos para o poder público, entidades estaduais dos setores afetados pela pandemia vêm organizando protestos e mobilizações por mais ajuda federal e estadual. Enquanto algumas são pela flexibilização das restrições, outras vão além e pedem a reparação dos gastos causados pelos 11 meses de restrições.

No Paraná, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR) junto da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar/SindiAbrabar), o Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro, Gastronomia e Similares de Curitiba e Região Metropolitana (Sindehotéis), instituições privadas e promotores de eventos vão fazer uma caminhada na próxima quarta (24) pedindo o ressarcimento de gastos que tiveram com contas como aluguéis, tarifas de energia elétrica e água e esgoto, tributos, entre outros.

A mobilização em Curitiba será a partir das 15h na Praça 19 de Dezembro, no Centro Cívico, com uma caminhada em direção à prefeitura e ao Palácio Iguaçu. Estima-se que o ato terá a participação de pelo menos 200 pessoas.

Segundo a Abrasel-PR, também serão realizados atos no interior do estado, nas cidades de Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá.

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