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Alimentos embalagens vendidas
Quase dois anos depois de começar a implantar medidas de logística reversa, Jasmine pretende recolher 100% das embalagens vendidas em 2022.| Foto: divulgação/Jasmine Alimentos

Quase dois anos depois de começar a recolher embalagens para compensar as que foram introduzidas no mercado pela venda de produtos, a indústria paranaense Jasmine Alimentos anunciou, no fim de abril, que vai bater neste ano a meta de 100% de logística reversa dos resíduos.

Isso será possível graças a parceria da empresa com a ONG Eu Reciclo,. A entidade recolhe embalagens em geral do mercado e recebe uma espécie de crédito da Jasmine. Esse crédito é como se a Eu Reciclo tivesse recolhido as embalagens da própria Jasmine.

A parceria começou em meados de 2020 para somar a uma outra que já estava em operação com o Instituto Paranaense de Reciclagem (Inpar), desde 2017. Além da logística reversa, também são desenvolvidas ações como o rastreamento das embalagens, com informações de quais são os resíduos recolhidos e por quais cooperativas são processando.

“Em 2021, realizamos a compensação de 22% das embalagens. Para 2022, será de 100%. Enxergamos essa iniciativa como prioridade no nosso plano de atuação deste ano, com ações cada vez mais abrangentes e efetivas de sustentabilidade”, afirma Indra Marianna Adimari, especialista em marketing da Jasmine.

Sustentabilidade além da logística reversa

A própria planta da Jasmine já faz uma destinação correta dos resíduos sólidos gerados nas diversas etapas de produção dos alimentos, em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba). Os rejeitos são segregados, armazenados, transportados, destinados e monitorados respeitando as normas e leis pertinentes.

“Buscando uma gestão de resíduos denominada 'aterro zero', implementamos projetos para homologar fornecedores capacitados e licenciados para a reciclagem e destinação correta dos materiais”, destaca Indra.

Além disso, processos de blindagem e co-processamento são utilizados para controlar rejeitos contaminados, com o objetivo de evitar o descarte em aterros. E os efluentes líquidos gerados são encaminhados para uma estação própria de tratamento.

Ainda segundo a Jasmine, por integrar o grupo multinacional Nutrition et Santé, são adotadas estratégias para a neutralização de carbono, com a meta de reduzir em 30% a emissão de CO2 até 2030.

Comitê de sustentabilidade

No ano passado, dentro das estratégias socioambientais, a Jasmine criou o Comitê Interno de Sustentabilidade, para adequar a produção aos pilares de sustentabilidade, avaliar e controlar todos os aspectos e impactos ambientais gerados na cadeia produtiva.

“O empenho e a diligência em aplicar ações sustentáveis é contínuo e progressivo. Criamos o comitê para liderar a transformação dos nossos processos internos e externos em procedimentos mais ecológicos, e assinamos um acordo de cooperação com a OIT, MPT e o Pacto Global da ONU estabelecendo responsabilidade coletiva, com a qual a empresa terá comprometimento em ajudar a melhorar as condições de trabalho e a cadeia produtiva da castanha-do-pará”, completa Indra.

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