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Por que o franceses não estão no topo do principal ranking da gastronomia?

por Jussara Voss Publicado em 10/07/2014 às 03h
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A éclair deu origem à bomba de chocolate. Na foto, preparo do chef Laurent Grolleau.Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

A éclair deu origem à bomba de chocolate. Na foto, preparo do chef Laurent Grolleau.Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

No auge da Nouvelle Cuisine, na década de 1970, eu estava preocupada com outras coisas. Porém, quando comecei a cozinhar, não tive como ficar longe dos franceses. Foram eles que desenharam a cozinha clássica e Suas técnicas como o mundo inteiro conhece, mas quando a gastronomia entrou pela porta da frente no meu caminho, já eram os espanhóis que dominavam a cena, com seus gênios criativos a acordar o mundo, com um novo legado.

É inegável o valor do lugar de tradição da arte da mesa e de criações icônicas, mas por que, atualmente, outros países parecem ter a sua gastronomia mais reconhecida do que a da França? “Saí atordoado pela descoberta de outros horizontes, como depois de um passeio em um disco voador”, confessou Alain Ducasse ao terminar uma refeição no restaurante de um chef francês de origem basca, em Paris, um dos poucos que cozinha com frescor coberto por novas tendências, que podem vir da Ásia, América, ou de qualquer canto do mundo. O ranking The World’s 50 Best Restaurants, da revista britânica Restaurant, desde 2007, ao valorizar experiências gastronômicas e ouvir o que chefs, jornalistas, foodies do mundo inteiro pensam, também tem o seu papel nisso. A lista não representa um dogma, mas tem dado notoriedade a lugares a que o mais famoso guia até então – Michelin – não chegava. O mundo anda sedento por novidades e as quer embaladas em qualidade e criatividade e, hoje, na cultura culinária a França não é mais a única.

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