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Grãos a vapor Caldo Bom
Nova linha tem 11 opções de grãos a vapor prontos para o consumo.| Foto: Felipe de Souza/divulgação

De um lado a falta de tempo, do outro, o desejo de ter uma alimentação com sabor. Para solucionar essas dores do consumidor, a curitibana Caldo Bom lançou na última sexta-feira (4) a sua linha de comida a vapor, com alimentos prontos para o consumo, o que facilita a preparação de pratos e mantém a qualidade dos ingredientes.

Neste primeiro momento, o lançamento tem 11 itens: grão de bico, feijão preto, vermelho, carioca, branco e fradinho, arroz integral, canjica, lentilha, mix completo oito grãos e mix essencial com nove grãos. Mas os planos são de expansão. A expectativa da empresa é de que, ainda neste mês, os produtos estejam nas gôndolas dos supermercados da região Sul e de São Paulo, e em breve cheguem a todo o país.

Mas, qual o diferencial do processo de produção dos alimentos a vapor? No total, são quatro etapas: beneficiamento da matéria prima, envase, embalagem e, por fim, o cozimento e esterilização dos alimentos em altas temperaturas. Esse processo resulta em um produto que não necessita de refrigeração e tem validade de quase um ano sem a necessidade de aditivos ou uma dose a mais de sódio.

“No preparo, entram apenas água e sal, que é adicionado por uma questão de sabor e não de conservação”, destaca o gerente de marketing da marca, Marcos Yanaka.

Ele frisa que esse é um dos diferenciais dos produtos da linha Caldo Bom a vapor. Segundo Yanaka, a empresa investiu em embalagens modernas para garantir a conservação do alimento sem a necessidade de aditivos.

“A embalagem tem quatro camadas de proteção, isso mantém a qualidade do produto. É praticidade sem abrir mão de sabor e saúde”, completa.

Mercado

Ao todo, foram investidos R$ 5 milhões no projeto que é um passo da empresa - referência em grãos, cereais e outros alimentos secos - de olho nas próximas gerações, como explica Matheus Stival, head de operações da Caldo Bom.

“Estamos buscando uma nova fatia de mercado e nos preparando para o futuro. Acreditamos que será assim que as próximas gerações, daqui uns 10 ou 15 anos, vão consumir grãos”, diz.

A redução da presença do feijão no prato dos brasileiros é um indicador dessa tendência de mudança no comportamento de consumo no país. Enquanto que, em 2007, 66,8% dos moradores das capitais brasileiras com 18 anos ou mais afirmavam fazer consumo frequente de feijão, em 2020, esse número caiu para 58,3%. Uma redução de 8,5 pontos porcentuais em pouco mais de uma década, de acordo com dados da pesquisa Vigitel realizada pelo Ministério da Saúde.

Um dos fatores que colabora para esse resultado é a mudança nas dinâmicas familiares -- com a inserção das mulheres no mercado de trabalho e o cotidiano cada vez mais corrido das grandes cidades.

Esse novo estilo de vida resulta em uma maior busca por alimentos já prontos para consumo. Foi olhando para esse contexto que a Caldo Bom decidiu investir na linha a vapor.

Segundo Stival, até o fim do primeiro semestre de 2022 mais três itens da linha de comida a vapor serão lançados.

“Para o segundo semestre, estamos desenvolvendo pratos mais complexos, como a feijoada. Tudo sempre nessa intenção de facilitar a vida do consumidor sem deixar de ser saudável”, afirma.

Stival conta que foram necessários cerca de seis anos para desenvolver a ideia da linha a vapor até chegar ao produto final. Além de meses de pesquisa focada em métodos de produção e embalagens, o projeto envolveu a importação de maquinário e a implantação de uma nova planta de produção em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

comida a vapor
Matheus Stival, head de operações da Caldo Bom, explica como são os produtos da nova linha da marca.| Felipe de Souza/divulgação
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