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A Grand Cru 2019, do curitibano Jean Nascimento, no estilo Wild Specialty Beer, maturou por cerca de um ano e oito meses em um barril, além de aproximadamente mais um ano na garrafa
A Grand Cru 2019, do curitibano Jean Nascimento, no estilo Wild Specialty Beer, maturou por cerca de um ano e oito meses em um barril, além de aproximadamente mais um ano na garrafa.| Foto: Jean Nascimento/Divulgaçãod

Uma cerveja feita em casa em 2019 e maturada por um ano e oito meses foi eleita a melhor do Paraná na 10ª edição de um concurso voltado às produções caseiras da bebida, realizado no último final de semana em Curitiba.

E não é uma cerveja qualquer! A Grand Cru 2019, do curitibano Jean Nascimento, no estilo Wild Specialty Beer, maturou por esse tempo todo em um barril e, depois, na garrafa por quase 12 meses.

Se engana quem pensa que fazer cerveja em casa é um trabalho amador, sem muito estudo ou preparação. Nascimento é cervejeiro caseiro desde 2011 e juiz de eventos desde 2013.

Ele produz as bebidas com o parceiro Wagner Stumpf, e conta que a preparação para poder fazer um rótulo como o que venceu o concurso precisou de anos de estudo e planejamento.

“É um tipo de cerveja complexa, que exige maturação em barril. Não foi um processo fácil, acho que foi a cerveja mais difícil que a gente já fez, mas a sinergia da dupla rendeu um produto muito bom”, conta Nascimento, que já ganhou outros concursos.

E por que escolher uma técnica tão difícil? “O nível das cervejas dos concursos está subindo muito. Já participo há muito tempo, seja como competidor, seja como juiz, e nunca tinha visto tanta qualidade como neste ano”, avalia Nascimento.

Prêmio merecido

Feita em casa: produção vencedora maturando no barril.
Maturação caseira da cerveja campeã.| Jean Nascimento/divulgação

O vice-presidente da Acerva e diretor de prova, Daniel Dallagassa, concorda que as técnicas vêm se aperfeiçoando -- e se dificultando -- com o passar dos anos. De acordo com ele, todas as cervejas que se classificaram para a rodada final poderiam ter ganho.

"Mas a produção que levou o ouro tem uma dificuldade técnica enorme e foi perfeitamente executada. O cervejeiro entregou uma bebida de padrão internacional que, com certeza, vai brigar por medalha no concurso nacional", afirma Dallagassa.

Um dos objetivos do concurso é difundir a cultura do consumo e da produção caseira, além de atender a um novo perfil de apreciador que foi alterado pela pandemia.

“As pessoas estão consumindo mais em casa. As cervejarias artesanais, por exemplo, agora vendem seus rótulos em lata, para facilitar esse consumo”, avalia.

Ele completa que, com isso, o cervejeiro ganha em qualidade e em possibilidade de harmonizações, por exemplo.

Entre amigos

Jean Nascimento (esquerda) e Wagner Stumpf produzindo a Grand Cru 2019: "anos de preparo".
Jean Nascimento (direita) e Wagner Stumpf produzindo a Grand Cru 2019: "anos de preparo".| Jean Nascimento/Arquivo Pessoal

E uma curiosidade. Nenhuma das produções que participou do concurso está à venda. “As cervejas caseiras não podem ser vendidas. A gente faz para consumo próprio ou para presentear os amigos”, revela Nascimento. Ou, no caso do curitibano, para ganhar concursos.

O concurso foi promovido pela Associação dos Cervejeiros Artesanais Paranaenses (Acerva) e, nessa edição, contou com o apoio do Centro Europeu.

Do total dos 140 rótulos inscritos, nove vencedores de categorias vão participar da Copa Acerva Brasil. Os três melhores foram escolhidos como Best Of Show. Além da medalha de ouro para a Grand Cru 2019, a prata foi para Plati Pedraja, de Foz do Iguaçu, com a cerveja Arlovi Rauchbier, no estilo Rauchbier, e o bronze para Flávio Meneguetti, de Maringá, com a cerveja Meu Porão, no estilo Kellerbier.

Mais informações: @acerva_paranaense.

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