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Selos brasileiros Indicação Geográfica
Queijos mineiros poderão receber o Selo de Indicação de Procedência.| Foto: FELIPE COSTA/Divulgação

O programa de Selos Brasileiros de Indicação Geográfica, uma forma de identificação única a produtos ou serviços brasileiros produzidos em regiões específicas, foi lançado oficialmente nesta quarta-feira (8), na abertura do IV Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, que vai até esta quinta-feira (9), em Brasília, com transmissão pela internet. O objetivo da criação de um selo padronizado para ser utilizado por todas as 88 IGs brasileiras é facilitar a identificação dos produtos certificados pelo consumidor final.

“Essa identificação atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria. E, a partir disso, vai ser possível o consumidor distinguir esses produtos de similares disponíveis no mercado”, explica Miguel Campo Dall’Orto Emery de Carvalho, Chefe da Divisão de Propriedade Intelectual da Subsecretaria de Inovação e Transformação Digital do Ministério da Economia. Ele diz que o programa é uma forma de promover e valorizar esses produtos, cujas características principais são a origem, a tradição e a qualidade.

São duas categorias de selo: a Indicação de Procedência e a Denominação de Origem. A Indicação de Procedência é nome geográfico de uma região que tenha se tornado conhecida como centro produtor de determinado produto ou serviço, como a goiaba de Carlópolis ou a erva-mate de São Mateus do Sul, ambas no Paraná, ou do queijo da Canastra, mundialmente conhecido. Já Denominação de Origem está relacionada com produtos de características direta e essencialmente ligadas aos fatores naturais e ao saber-fazer dos produtores, como o Vale dos Vinhedos, grande referência na produção de vinhos, a banana da região de Corupá e o café da Mantiqueira de Minas, que conquistou a certificação em 2020.

Selos brasileiros Indicação Geográfica

Segundo a coordenadora de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Débora Santiago, cerca de 150 mil produtores brasileiros, que integram as 88 IGs atualmente reconhecidas no país, se beneficiarão com o programa. “Os selos criam uma identidade nacional para os produtos com IG, e esperamos maior reconhecimento pelos consumidores”, reforça.

A programação do IV Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas continua hoje com diversos painéis e degustações, entre elas a degustação dos produtos das Indicações Geográficas de queijos de diversas regiões do país e um painel sobre as Tecnologias de controle e garantia dos produtos das IGs.

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