Prêmio Bom Gourmet 2018

Degustação às cegas

Como foi a prova que definiu a melhor cerveja de 2018

17 rótulos participaram da degustação para definir a melhor Cerveja de Curitiba do Prêmio Bom Gourmet 2018

por Flávia Alves Publicado em 30/08/2018 às 22h
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Nossa cultura cervejeira é tão notória que já rendeu a Curitiba o título informal de capital da cerveja artesanal do Brasil. Se até 2010 eram apenas quatro as cervejarias artesanais na região, hoje elas somam dezenas. E não foram só as panelas que se aqueceram: os bares especializados se multiplicaram, consolidando nosso mercado que é tão reconhecido e admirados país afora. Afinal, na terra das araucárias estão muitas das marcas reconhecidas e premiadas nacional e mundialmente.

>> QUEM FOI A VENCEDORA DA PROVA E AS DEMAIS INDICADAS

>> TODOS OS VENCEDORES DO PRÊMIO BOM GOURMET 2018

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Traduzir esta excelência, portanto, não é uma tarefa simples para o Prêmio Bom Gourmet. Para acompanhar esta revolução, desde o ano passado mudamos a forma de avaliar a produção artesanal de cerveja e dividimos o nosso julgamento em duas etapas.

Na primeira, um seleto time de jurados (composto por hobbystas, conhecedores e entusiastas) foi convidado a dar suas indicações, conforme seu gosto e bagagem cervejeira. Cada um, então, indicou dois rótulos de sua preferência, independentemente de estilo. As únicas exigências é que eles tivessem um calendário fixo de produção e fossem elaborado por empresas juridicamente constituídas e credenciadas no Ministério da Agricultura e Pecuária. Esta primeira fase resultou em 17 indicações – um rótulo foi sugerido por dois jurados – que seguiram para a segunda etapa da avaliação: a degustação às cegas.

Tanto os juízes quanto o curador atestaram a grande qualidade dos rótulos indicados. “Podemos dizer que mais da metade destes rótulos já recebeu alguma medalha em concursos nacionais, o que mostra que os jurados fizeram ótimas indicações”, justificou Celso.

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Prova às cegas

Para a prova final a preparação começou cedo, com o pedido às cervejarias que enviasse seus produtos para o Prêmio, afinal, a ideia era que tivéssemos amostras em perfeitas condições.

No dia 2 de agosto, recebidas e identificadas as amostras, os oito juízes entraram em ação e participaram da prova às cegas, conduzidos pelo curador da prova, nosso colunista Luis Celso Jr., que também é juiz certificado e já está habituado às degustações às cegas. Nesta prova, nenhum dos juízes sabiam quais eram os rótulos que estavam julgando, sabiam apenas a que estilo pertenciam. “Como são estilos diferentes, usamos um critério objetivo, que não compara uma cerveja com a outra, mas que diz o quanto este rótulo atende o que se espera de melhor no seu estilo”, explica Celso. Para garantir o sigilo os juízes foram mantidos em uma sala isolada enquanto o serviço ocorria na cozinha do Bom Gourmet, na sede da Gazeta do Povo.

Para dar mais agilidade e dinâmica à prova, Celso dividiu os juízes em duas mesas, e cada rótulo foi degustado individualmente pelos dois grupos, que julgaram 9 (mesa 1) e 8 cervejas (mesa 2). O julgamento seguiu os critérios da BJCP (Beer Judge Certification Program) e após as provas as cervejas foram ranqueadas conforme suas notas.

Best of Show

As oito melhores, de acordo com as notas, passaram então por mais uma rodada de provas, também às cegas, chamada Best of Show nos concursos cervejeiros. Desta vez, porém, os jurados receberam todas as amostras simultaneamente, e finalmente elegeram a que mais se destacou na prova.

Curadoria da prova

A curadoria de todo o processo foi do jornalista, consultor e sommelier de cervejas, Luis Celso Jr.

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

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Conheça o Júri Técnico que participou das degustação às cegas:

Luis Claudio Damiati Theossi  
É designer de joias e fã da combinação café com pão artesanal. Acredita que um bom café desperta sentidos, traz aconchego e fica na memória.
Jean Nascimento   
Diretor de marketing da Gianni Cocchieri e criador da marca Cocch. Café e pão fazem parte do seu menu diário e graças à avó, o costume de terminar as tardes ao redor de uma mesa farta é sagrado.
Felipe Guandalini  
É arquiteta. Em seus projetos, sempre prioriza a integração entre a cozinha e a sala, por acreditar na gastronomia como fator que remete à casa cheia e família unida.
Bruno Guimarães  
Co-fundador da Furf Design Studio, escritório curitibano multi-premiado internacionalmente. Entusiasta da gastronomia e seus rituais, vê na gastronomia um reflexo da sua busca poética na vida por poucos, mas excelentes ingredientes.
Ricardo Pena   
Arquiteta e empresária, sócia da Duo Light. Quando pequena, fazia doces em casa e usava os pais e a irmã como cobaia. Hoje se dedica a experimentar todas as comidinhas que surgem perto da sua loja, no centro de Curitiba.
Pedro Bianchi  
Estilista e sócia da Artha, marca especializada em looks de noiva e festa. A paixão por gastronomia permeia a história da marca, já que durante os seus três primeiros anos as araras de roupas dividiam espaço com um bistrô.
Johann Peter 
Jornalista, escritor, diretor da Biblioteca Pública do Paraná e fundador do jornal de literatura Rascunho, do qual é editor. Para seu filho Lorenzo, de 9 anos, a felicidade do pai dele mora dentro de uma xícara de café.
André Soares   
Presidente do ISAE – Escola de Negócios, conveniada com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e parceira em projetos educacionais da ONU. Já experimentou os mais variados pães e cafés em suas viagens ao redor do mundo.

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