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Bar engarrafa drink mais vendido para concorrer com Smirnoff Ice e Skol Beats

Criado por um bar de Curitiba, o Russa Loka leva vodca, suco de limão, xarope de morango e refrigerante de gengibre

por Guilherme Grandi Publicado em 03/06/2019 às 18h
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O mercado dos coquetéis prontos para beber, atualmente dominado por rótulos como Smirnoff Ice e Skol Beats, está ganhando um novo concorrente que promete disputar paladares. Criado por três jovens empresários de Curitiba, o Russa Loka é a versão engarrafada do drink mais vendido no Janela Bar, nas Mercês. Favorito da casa há um ano e meio, o drink é feito à base de vodca, suco de limão, xarope de morango e refrigerante de gengibre.

O primeiro carregamento do Russa Loka, de cerca de quatro mil garrafas de 275ml, já está praticamente todo negociado e é vendido desde a metade de maio em seis locais em Curitiba — vendido a R$ 10. A meta é chegar à Santa Catarina e São Paulo em até um ano.

Russa Loka

A Russa Loka é vendida a R$ 10 nas lojas de conveniências e R$ 15 em bares e casas noturnas. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

De acordo com um dos criadores da Russa Loka, o designer Gustavo de Paiva, a ideia de engarrafar o drink surgiu a partir do próprio desempenho do coquetel no bar – em média 1.200 copos por mês.

“Quando a gente viu que o drink vendia muito no bar, pensamos ‘por que não passar isso para frente, para outros bares?’, tendo uma receita tão própria nossa. Começamos a pesquisar o que já existia no mercado e vimos que dava para competir. Então decidimos ganhar escala levando o nosso drink para outros lugares”, conta comparando a criação do drink com uma cerveja artesanal.

A versão engarrafada do Russa Loka levou quatro meses para ser desenvolvida, entre a elaboração da receita em escala industrial, a adaptação das quantidades dos ingredientes e a emissão da licença necessária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Entre os desafios enfrentados estavam a produção do refrigerante artesanal de gengibre em maior quantidade e a substituição da espuma de gengibre que finaliza o coquetel – que não teria como ser reproduzida neste formato.

“Foi muito difícil replicar a produção artesanal do refrigerante para uma escala industrial, e acabou ficando com uma quantidade menor de gengibre, mais equilibrado do que é servido no bar”, conta Felipe Andrade, outro sócio do bar, ressaltando que o gosto original pouco mudou.

Segundo os sócios, a ausência da espuma no drink engarrafado fez com que a bebida ficasse mais suave e refrescante, mas mantendo a mesma graduação alcoólica de 8,6% da versão servida em copo.

Drink na garrafa

Sócios Russa Loka

Os três sócios resolveram engarrafar o drink mais vendido do Janela Bar para concorrer com opções como Smirnoff Ice e Skol Beats. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

Apesar de ter sido trabalhoso, levar o drink do copo para a garrafa não custou muito para três jovens empresários. Com um investimento de R$ 30 mil, eles conseguiram elaborar a receita com a consultoria da cervejaria curitibana Bastards, criar a campanha publicitária e iniciar as negociações com os pontos de venda. E isso é só o começo, segundo Pedro Smolka, que completa o trio.

“A meta é nós mesmos engarrafarmos o Russa Loka em até um ano, com todo o maquinário e a produção de todos os ingredientes. Por enquanto é tudo feito pela Bastards, que tem uma capacidade de produzir até 18 mil garrafas por mês. Mas, queremos trazer isso para nós e ampliarmos a produção”, conta.

>> Leia também: Provamos o picolé de Smirnoff Ice que foi vendido durante o verão

A ideia deles é manter o Russa Loka como uma marca à parte do Janela Bar, para poder ser vendida em outros bares e lojas de conveniências. As garrafas sequer serão comercializadas no local, a ideia é manter apenas a versão no copo no próprio bar.

Os jovens pretendem, ainda, lançar um novo sabor da bebida daqui a um ano e meio, com base em outro drink muito vendido no bar. O ‘Chá da Rainha’, segundo mais consumido, é preparado com gim, limão, toranja e gengibre, e também poderá ser engarrafado dependendo do desempenho do Russa Loka. Eles pretendem também abrir um bar em São Paulo até setembro.

Mais caro

Como o Russa Loka ainda é uma novidade no mercado e tem uma produção limitada, o valor ao consumidor final ficou um pouco mais elevado que os concorrentes. O preço sugerido é de R$ 10 nas lojas de conveniências e de R$ 15 nos bares e casas noturnas.

Apesar disso, Gustavo de Paiva explica que não se preocupa tanto com o preço mais elevado, pois ainda está no começo e que o caminho é semelhante ao que ocorre com as cervejas artesanais. Um produto diferenciado para quem procura mais qualidade.

“Normalmente essas marcas começaram nas lojas de conveniências e depois foram para os bares e baladas. Nós estamos fazendo o caminho contrário, para conquistar o público primeiro, como uma experiência. A expectativa é até diminuir depois, quando a produção aumentar com o consumo”, analisa.

>> Leia também: Startup lança kits de drinks com doses na medida certa para fazer em casa

Em um primeiro momento, é possível encontrar o Russa Loka em bares curitibanos como BarBarium Pub, Seu Prudente e God Save The Beer, nos restaurantes Ópera Arte e Il Barbuto e na loja de conveniências Alô Esquenta.

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