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Um novo espetáculo celeste poderá ser acompanhado de praticamente todo o território brasileiro na virada desta quinta-feira (27) para sexta-feira (28). O eclipse lunar será parcial e ocorrerá durante a madrugada, quando a Lua atravessará a sombra projetada pela Terra.
O fenômeno faz parte da sequência de eclipses de 2026 e terá visibilidade em grande parte das Américas, além de regiões da Europa e da África.
No Brasil, as condições permitem acompanhar o evento a olho nu, desde que o céu esteja aberto. Dados astronômicos compilados pela Nasa indicam que o eclipse terá duração de cerca de 3 horas e 18 minutos.
A fase parcial começa por volta das 23h30 de quinta-feira, pelo horário de Brasília. O ponto máximo está previsto para aproximadamente 1h12 de sexta-feira, quando a maior parte do disco lunar estará dentro da região mais escura da sombra terrestre. O fenômeno deve terminar pouco antes das 3h.
A diferença de horário pode fazer com que algumas referências internacionais indiquem o evento como ocorrido apenas em 28 de agosto. Isso acontece porque os horários dos eclipses são calculados em Tempo Universal, enquanto a data local muda conforme o fuso horário de cada região.
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Eclipse lunar será parcial, mas Lua poderá ganhar tom avermelhado
O fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua ficam suficientemente alinhados para que o satélite natural atravesse a sombra do planeta. Essa sombra possui duas partes: a penumbra, mais clara, e a umbra, a região central e mais escura.
Neste próximo eclipse, a Lua não ficará totalmente encoberta pela umbra. Por isso, trata-se de um eclipse lunar parcial. Ainda assim, o evento chama a atenção porque a maior parte do disco lunar, cerca de 93%, estará dentro da sombra mais escura no momento de máximo, segundo a Nasa.
A passagem pela umbra pode produzir uma aparência avermelhada ou acobreada na parte da Lua atingida pela sombra. Isso ocorre porque a luz solar que atravessa a atmosfera terrestre é desviada em direção ao satélite. No caminho, as cores de menor comprimento de onda, como azul e violeta, são mais espalhadas, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera com maior facilidade.
É o mesmo princípio óptico associado às cores avermelhadas observadas no nascer e no pôr do Sol. Durante um eclipse, essa luz filtrada pela atmosfera alcança a superfície lunar e pode dar ao satélite uma tonalidade que popularmente é chamada de “Lua de Sangue”. A intensidade da cor, porém, varia conforme as condições da atmosfera terrestre, incluindo a quantidade de poeira e partículas suspensas.
Outro detalhe importante é que um eclipse lunar não acontece em toda Lua cheia. A órbita lunar é inclinada em relação ao plano da órbita terrestre, de modo que, na maior parte das vezes, a Lua passa acima ou abaixo da sombra da Terra. O alinhamento necessário para produzir um eclipse ocorre apenas em ocasiões específicas.

Como observar o eclipse lunar no Brasil
A observação não exige equipamentos especiais. Diferentemente de um eclipse solar, em que olhar diretamente para o Sol pode causar danos aos olhos, o eclipse lunar pode ser acompanhado com segurança a olho nu.
Binóculos ou um pequeno telescópio podem ser usados apenas para ampliar a imagem e revelar com mais detalhes a progressão da sombra sobre o disco lunar.
Para aproveitar melhor o fenômeno, o ideal é procurar um local aberto, com horizonte livre e pouca iluminação artificial. Áreas afastadas dos grandes centros urbanos tendem a oferecer condições mais favoráveis, principalmente porque a poluição luminosa reduz o contraste do céu noturno.
Também é importante considerar a cobertura de nuvens. Mesmo que o eclipse esteja matematicamente visível em determinada região, um céu encoberto pode impedir a observação. Por isso, a previsão meteorológica deve ser consultada mais perto da data.
O horário também favorece quem estiver disposto a acompanhar o fenômeno durante a madrugada. A Lua permanecerá no céu durante as principais etapas do eclipse, permitindo observar a entrada gradual na sombra da Terra, o momento de maior cobertura e, depois, a saída progressiva.
Este será o segundo eclipse lunar de 2026. O primeiro ocorreu em março e foi total.
Agosto reuniu ainda outro fenômeno marcante: o eclipse solar total ocorrido no dia 12, observado principalmente em regiões do Hemisfério Norte.



