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Criado por Serra

Governo inclui vacinas em centro de monitoramento de medicamentos

Ministério da Saúde reeditou portaria de José Serra após caso envolvendo imunizantes do Butantan.
Ministério da Saúde reeditou portaria de José Serra após caso envolvendo imunizantes do Butantan. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

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Após as reações que culminaram na suspensão da vacinação contra a dengue pela vacina do Instituto Butantan, o Ministério da Saúde decidiu atualizar o ato de criação do Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM) para deixar claro que o órgão tem poder para monitorar eventos adversos relacionados à vacinação.

O CNMM foi criado em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), pelo então ministro da Saúde, José Serra. Nele, previa-se a missão de "montar o fluxo nacional de notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos".

A atualização, feita por meio de uma portaria assinada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e publicada na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial da União (DOU), fixa a competência de "assegurar a identificação de problemas de segurança relacionados a medicamentos, incluindo vacinas".

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O centro fica sob o guarda-chuva da Gerência de Farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem como responsabilidade, desde sua instituição, o diálogo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio do Programa Internacional de Monitorização de Medicamentos (Pimm).

De acordo com a norma, eventuais incidentes devem ser formalizados como Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (Esavi) e enviados às autoridades nacionais e à Uppsala Monitoring Centre.

Com a atualização, o centro passa a contar oficialmente com a colaboração do Programa Nacional de Imunicação (PNI) para o armazenamento e a distribuição dos Esavi. Sumiu do texto, porém, a previsão de que o órgão auxiliará as vigilâncias sanitárias estaduais com capacitação para detectar efeitos adversos.

A suspensão da vacina contra a dengue do Butantan ocorreu após serem identificadas duas mortes e 40 intercorrências com suspeita de correlação. Está em apuração o vínculo entre a imunização e os incidentes. Até lá, o Ministério da Saúde orientou os municípios a guardarem as doses em unidades de refrigeração.

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