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O jornalista Renato Machado, ex-apresentador de diversos telejornais da TV Globo, morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, mas a clínica em que estava internado manifestou condolências à família por meio de nota oficial.
Com mais de quatro décadas de atuação na emissora, Renato Machado construiu uma trajetória marcada pela apresentação de telejornais de grande audiência, como Bom Dia Brasil, Jornal da Globo, RJTV e Jornal Nacional. Também atuou como correspondente internacional, repórter especial e participou de coberturas que marcaram a história recente do Brasil e do mundo, encerrando a carreira em novembro de 2021 ao deixar a TV Globo.
“Para ser telejornalista, é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra”, disse em depoimento ao projeto Memória Globo.
Nascido no Rio de Janeiro, Renato Machado era formado em Direito e chegou a ser aprovado no concurso de diplomatas do Ministério das Relações Exteriores, mas decidiu seguir a carreira no jornalismo. Antes de ingressar na imprensa, trabalhou como ator e dublador e iniciou sua trajetória profissional no serviço brasileiro da rádio BBC, em Londres.
Em 1969, entrou para o Jornal do Brasil, onde permaneceu por 13 anos até se tornar editor internacional. Em 1982, iniciou sua passagem pela TV Globo e participou da cobertura da Guerra das Malvinas, um dos primeiros grandes trabalhos na emissora.
No ano seguinte, assumiu o posto de correspondente em Londres e acompanhou acontecimentos de repercussão internacional, entre eles os atentados terroristas em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. Após retornar ao Brasil, também esteve à frente da cobertura do impeachment do então presidente Fernando Collor, da Guerra do Golfo e da morte do piloto Ayrton Senna.
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Em 1996, Renato Machado passou a comandar o Bom Dia Brasil até 2010, acumulando as funções de apresentador e editor-chefe, período em que participou da reformulação do telejornal. Em 2011, voltou a Londres como correspondente internacional e acompanhou novos acontecimentos de grande impacto, como o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo e a crise econômica na Grécia.
Após retornar ao Brasil, passou a integrar a equipe do Globo Repórter como repórter especial e foi indicado ao Emmy Internacional por uma reportagem exibida em 2016. “A arte como passaporte” mostrou iniciativas voltadas à transformação social por meio da música e da dança.
“Além do jornalismo diário, Renato era reconhecido pela paixão pela cultura, pela gastronomia e pelos vinhos, assuntos que também levou para projetos especiais na televisão, no rádio, na imprensa e em plataformas digitais. Sua versatilidade profissional fez dele uma das vozes mais respeitadas do jornalismo brasileiro”, disse a TV Globo em um comunicado.
Renato Machado deixa a esposa, Mônica Morel, a filha Maria Eduarda Machado e uma neta.







