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Resposta estatal

Judiciário leva cinco anos para analisar casos de narcotráfico

Dados do Conselho Nacional de Justiça sinalizam aumento tanto de ocorrências quanto de morosidade no Judiciário.
Dados do Conselho Nacional de Justiça sinalizam aumento tanto de ocorrências quanto de morosidade no Judiciário. (Foto: Antonio Lacerda/EFE)

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O Brasil possuía, no final de 2025, 17.737 processos criminais relacionados ao narcotráfico aguardando julgamento. Essas mesmas ações ficam, em média, cinco anos e três meses em trâmite antes de se tornarem uma condenação ou absolvição definitiva. Na ponta, 6.717 investigações estavam em curso, com previsão para uma conclusão em três anos e nove meses.

Os dados são do Painel Nacional do Crime Organizado, lançado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (24). O ranking dos estados coloca o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) como as cortes com mais casos relacionados às drogas. O dado pode indicar tanto a prevalência de casos nesses estados quanto a impunidade em outros locais.

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O painel ainda detalha 12.448 processos criminais relacionados a organizações criminosas aguardando julgamento. O número de ações pendentes mais do que triplicou nos últimos cinco anos, passando de 7.665 para 26.887. Com isso, o Estado leva, em média, dois anos e cinco meses para dar uma resposta à sociedade.

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) é o que possui mais ações pendentes, julgadas ou ainda em investigação. Em dezembro de 2025, eram 2.573 casos esperando julgamento, 1.203 já julgados e 705 investigações em curso. O mesmo estado está no topo do ranking há pelo menos cinco anos.

A iniciativa ocorre em meio a um crescimento do protagonismo da pauta após a Operação Contenção, que combateu o avanço do Comando Vermelho pelas comunidades cariocas. A operação terminou com 122 mortos, incluindo cinco agentes do Estado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes controla a conduta das polícias por meio da chamada "ADPF das favelas", uma arguição de descumprimento de preceito fundamental que já dura sete anos.

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