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Adolescentes suspeitos

Manifestantes cobram redução da maioridade penal em protestos pela morte do cão Orelha no país

Manifestações Justiça pelo cão Orelha
Morte brutal de cão provoca reação de manifestantes que pedem punição de adolescentes. (Foto: Letycia Bond/Agência Brasil)

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Manifestantes em diversas cidades brasileiras cobraram justiça pela morte do cão Orelha, neste domingo (1º), e também reivindicaram a redução da maioridade penal, atualmente fixada em 18 anos no Brasil. Os protestos ocorreram em resposta à brutal agressão sofrida pelo cão comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, no início de janeiro, que morreu após ser submetido à eutanásia em razão da gravidade das lesões.

Quatro adolescentes são investigados pelas agressões que teriam provocado a morte do animal, fato que intensificou o debate sobre a punição de crimes cometidos por menores.

Em São Paulo, manifestantes reunidos na avenida Paulista portavam faixas e cartazes com frases como “chega de impunidade”, levaram seus próprios animais e exigiram mudanças nas normas que regem a responsabilização penal de adolescentes. “Não são crianças, são assassinos”, gritavam alguns participantes, ressaltando a ligação entre o caso de maus-tratos a animais e a discussão sobre a maioridade penal.

Além de São Paulo, atos foram registrados no Rio de Janeiro, Florianópolis, Vitória e em outras capitais, onde a pauta passou a incluir explicitamente a redução da maioridade penal para casos de crimes graves, como maus-tratos e homicídio.

Organizadores e participantes defenderam que a legislação atual não oferece respostas adequadas para atos cruéis cometidos por jovens acima dos 16 anos, reforçando a ideia de que o aumento da responsabilização penal pode servir como instrumento de dissuasão. A presença de parlamentares e ativistas nos protestos também evidenciou o entrelaçamento entre o clamor popular e propostas legislativas já em debate no Congresso Nacional.

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Locais das manifestações pelo cão Orelha:

  • São Paulo (SP) — Na avenida Paulista, em frente ao Masp, com caminhada de manifestantes por justiça pela morte de Orelha. 
  • Rio de Janeiro (RJ) — Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.
  • Rio de Janeiro (RJ) — Segundo protesto previsto à tarde no Posto 2 da Praia de Copacabana até o Leme. 
  • Florianópolis (SC) — Trapiche da avenida Beira Mar Norte, no centro, com ato de moradores e ativistas. 
  • Vitória (ES) — Avenida Dante Michelini, com pessoas reunidas em protesto por justiça.
  • Também houve relatos de atos e mobilizações — em menor escala ou organizados por protetores — em outras cidades, como Campinas (SP), com protesto no parque Taquaral. 

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