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Luto no esporte

Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, maior ídolo do Brasil no basquete

Morre Oscar Schmidt, o maior cestinha da seleção brasileira. (Foto: Fernando Bizerra Jr. / EFE)

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O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido como "Mão Santa", morreu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, aos 68 anos. A informação de sua morte foi confirmada pelo filho, Felipe Schmidt.

Ele foi internado após passar mal em sua casa e encaminhado ao Hospital e Maternidade Santa Ana. A família divulgou uma nota em que lamenta o falecimento de Oscar e lembra de sua batalha contra o câncer.

"Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida", diz o texto.

Desde 2011 ele enfrentava a doença cerebral e havia desistido de se tratar desde 2022. Ainda na nota, a família afirma que a lenda do basquete será velada de maneira reservada para "respeitar um desejo íntimo da família de recolhimento".

Oscar nasceu em fevereiro de 1958 em Natal, no Rio Grande do Norte. Ele deixa a mulher, Maria Cristina Victorino, com quem viveu por 45 anos, além de dois filhos e dois irmãos, entre eles Tadeu Schmidt, apresentador do Big Brother Brasil.

Carreira de títulos

Oscar acumula recordes no esporte, com uma participação em cinco jogos Olímpicos: o de Moscou em 1980, na Rússia, o de Los Angeles em 1984, nos EUA, o de Seul em 1988, na Coreia do Sul, o de Barcelona, em 1992, na Espanha e o de Atlanta, em 1996, nos EUA. Com a marca de 1.093 pontos, Oscar é até hoje o maior cestinha em Olimpíadas.

Ao longo de quase 30 anos de carreira, uma das mais longas de qualquer atleta, Oscar marcou 49.973 pontos, um recorde que só seria superado pela lenda da NBA Lebron James em 2024. Ele detém também o maior número de cestas em um jogo de Olimpíadas: 55 pontos contra a Espanha, em Seul.

Mas a maior glória de Oscar foi derrotar por 120 a 115 a seleção dos Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Foi a primeira vez que os EUA, inventores do esporte, perderam em casa para uma seleção estrangeira. Oscar brilhou naquela partida, vencida de virada e anotando 46 pontos.

A derrota mudou a forma como os EUA tratavam a seleção de basquete, que usava jogadores ainda não profissionais, para passar a empregar ídolos da NBA e criar o dream team. O revés ficou para sempre na memória de veteranos, como o jogador Charles Barkley, que se disse "ressentido" pelo feito brasileiro ao enfrentar a seleção brasileira em 92 em Barcelona com o célebre dream team, e o jogador americano David Robinson, o Admiral, que dizia se sentir "honrado" por ter participado da derrota americana por ter visto Oscar jogar.

Oscar era famoso por treinar exaustivamente cerca de mil arremessos ao dia. Ele dizia que era importante continuar treinando mesmo cansado, porque seria o "pouquinho" a mais o que deixa um jogador cada vez melhor.

"Eu nunca teria conseguido tudo o que consegui, alcançado tudo o que alcancei se não tivesse vontade de fazer sempre mais", declarou Oscar.

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