
Ouça este conteúdo
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) reaproveitou o lema "Diretas Já", utilizado em 1983 para pedir a volta das eleições diretas em meio ao fim da ditadura militar, para criticar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, ao cassar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), determinou que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decida quem ocupará o cargo até o final do ano.
"A população deveria ter o direito de escolher. A decisão do TSE na interpretação de diversos juristas é a de que a Justiça Eleitoral deveria convocar eleições diretas. Como decidir com imparcialidade e justiça em um colegiado em que a maioria (muitos eleitos usando o esquema desvendado) faz parte do grupo político que foi cassado pelo próprio TSE na última terça?", argumentou Paes, em postagem desta quinta-feira (26).
VEJA TAMBÉM:
Pré-candidato a governador, o ex-prefeito carioca adiantou que colocaria seu nome também para a disputa do mandato-tampão, caso o impasse termine em uma eleição suplementar direta. Devido à ausência tanto de governador quanto de vice-governador e com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), também cassado, ficou para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, assumiu o comando do Palácio Guanabara interinamente.
Mas as incertezas sobre o Rio de Janeiro não envolvem apenas o TSE. Uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Luiz Fux definirá se as eleições indiretas na Alerj terão voto secreto ou aberto, além de, indiretamente, indicar quem poderá ser candidato, fixando o prazo para a saída dos cargos, a chamada desincompatibilização. O voto de Fux derrubou as alterações sancionadas por Castro, fixando voto secreto e renúncia seis meses antes das eleições indiretas.








