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Operação Quasar

PF indicia 13 executivos do mercado financeiro por suspeita de ligação com PCC

Polícia Federal
Investigação aponta lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta por meio de fundos, corretoras e fintechs. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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A Polícia Federal indiciou 13 executivos de fundos de investimento, corretoras e fintechs por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a fraudes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Os indiciamentos fazem parte da Operação Quasar, um desdobramento da Carbono Oculto, que descobriu o uso de empresas do mercado financeiro para movimentar dinheiro da organização.

Os investigados são acusados de integrar uma estrutura financeira ligada aos empresários Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco. Os dois estão foragidos desde o ano passado e não eram alvos diretos do inquérito.

O relatório final da operação já foi enviado ao Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça, pede novas diligências ou arquiva o caso.

Segundo a PF, recursos provenientes de sonegação fiscal e de crimes no setor de combustíveis teriam sido inseridos no sistema financeiro por meio de contas e fundos de investimento. Os valores são atribuídos ao grupo econômico formado pela Aster Petróleo e pela Copape Produtos de Petróleo.

A polícia afirma que a estrutura servia para esconder os verdadeiros donos do dinheiro e dar aparência legal aos recursos. A autoridade policial também concluiu que três empresas responsáveis pela administração dos fundos teriam participado da estrutura criada para ocultar a origem dos valores e seus beneficiários.

Entre as provas estão mensagens, contratos, planilhas, perícias contábeis e extratos bancários obtidos com autorização judicial. A PF descreveu a estrutura como formada por “múltiplas camadas societárias e financeiras”, com fundos que tinham participação em outros fundos ou empresas.

Segundo os investigadores, empresas do grupo também teriam simulado operações de compra e venda de imóveis e títulos sem finalidade econômica real. O modelo dificultaria o rastreamento do dinheiro e a identificação de quem efetivamente controlava os recursos.

A Operação Quasar foi deflagrada em 28 de agosto de 2025 junto com as operações Tank, da PF no Paraná, e Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal. Na ação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de cerca de R$ 1,2 bilhão.

As investigações das operações Carbono Oculto, Quasar e Tank apontaram que as fintechs e estruturas de “bancos paralelos” ligadas ao esquema do PCC teriam movimentado R$ 46 bilhões entre os anos de 2020 e 2024 em uma única instituição financeira de fachada investigada, e pelo menos R$ 52 a R$ 53 bilhões no total.

As empresas utilizavam um mecanismo conhecido como “contas-bolsão”, transação utilizada para fracionar depósitos e ocultar os verdadeiros donos do dinheiro.

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