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Medidas preventivas

Prefeitura de Limeira fecha acessos irregulares à Ponte do Esqueleto após acidente em salto

Medidas foram tomadas após governo federal reconhecer responsabilidade por patrimônio de estatal extinta.
Medidas foram tomadas após governo federal reconhecer responsabilidade por patrimônio de estatal extinta. (Foto: Prefeitura de Limeira/Divulgação)

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A Prefeitura de Limeira (SP) iniciou a manhã desta quarta-feira (17) uma série de medidas para evitar que novos acidentes ocorram na Ponte do Esqueleto. No sábado (13), a bacharel em educação física Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada em um salto de rope jump, mas os responsáveis se esqueceram de conectá-la à corda. Ela morreu no local.

De acordo com a nota (leia na íntegra), a medida ocorre em atenção a um pedido do governo federal, que reconheceu que a ponte está sob sua responsabilidade, mas solicitou apoio operacional do município, que está fechando acessos irregulares aos locais perigosos. Mesmo assim, o órgão reforça que "obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área permanecem sob responsabilidade do Governo Federal".

Na segunda-feira (15), o prefeito, Murilo Félix (Podemos) defendeu uma solução mais radical: a demolição da Ponte do Esqueleto, que já está interditada há cerca de 30 anos. A estrutura pertencia à antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Após a extinção da estatal, o patrimônio passou à União, que o manteve sem uso.

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"Estamos tratando de uma área que apresenta riscos conhecidos há muitos anos e que continua atraindo pessoas mesmo interditada. A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população", pontuou.

O prefeito já afirmou que pretende processar a União por negligência em garantir a segurança da ponte. Enquanto a responsabilidade federal pelo local é documentada, o tamanho da responsabilidade dos envolvidos ainda é discutida por juristas. A Polícia Civil classificou o caso como homicídio com dolo eventual ("se acontecer, aconteceu"), mas nomes como o do professor Aury Lopes Júnior falam em culpa consciente ("tenho certeza que não vai acontecer"). A diferença não é meramente teórica: enquanto a primeira classificação leva o caso a júri e tem penas maiores, no segundo, um juiz de primeira instância pode até mesmo dispensar uma eventual prisão.

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