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O parque ecológico Mico-Leão-Dourado, no interior do Rio de Janeiro, tornou-se a primeira area de "Patrimônio da Vida Selvagem" terrestre do mundo. A organização internacional Proteção Animal Mundial concedeu o título ao parque por aliar turismo responsável, bem-estar animal e conservação da natureza em um refúgio onde os visitantes podem observar o mico-leão-dourado em seu habitat natural.
A certificação, anunciada nesta segunda-feira (3), integra um programa que, até então, contemplava apenas áreas marinhas dedicadas à observação responsável de baleias e outros cetáceos. Desenvolvida em parceria com a Aliança Mundial de Cetáceos, a iniciativa passa a incluir, pela primeira vez, um destino terrestre.
O reconhecimento coincide com um momento emblemático para a conservação do mico-leão-dourado, espécie endêmica da Mata Atlântica. Na década de 1970, a destruição do habitat e o tráfico de animais silvestres haviam reduzido a população selvagem a cerca de 200 indivíduos.
Décadas de atuação da Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), responsável pelo parque, impulsionaram a recuperação da espécie. De acordo com o censo mais recente, divulgado em 2023, a população na natureza chegou a aproximadamente 4,8 mil animais — um dos casos mais bem-sucedidos de conservação de primatas no mundo, embora a espécie continue classificada como “em perigo”.
O parque oferece trilhas guiadas por remanescentes da Mata Atlântica, que permitem a observação dos primatas em liberdade, além de atividades de educação ambiental e conscientização sobre a preservação da biodiversidade.
Símbolo da fauna brasileira, o mico-leão-dourado estampa a cédula de R$ 20 e chegou a disputar a escolha de mascote dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.






